Constança Cunha e Sá considera que Ricardo Salgado transformou caso BES num caso político e que à medida que vão decorrendo as audições da Comissão Parlamentar de Inquérito «o leque de pessoas que sabia da situação vai aumentando».

«À medida que se vai ouvindo as pessoas, o leque de pessoas que sabia da situação vai aumentando», destacou.


A comentadora afirmou, esta quarta-feira, na TVI24, que responsáveis como o Governador do Banco de Portugal, o Primeiro-ministro, a Ministra das Finanças, o Presidente da República e até Durão Barroso têm de esclarecer se sabiam da situação do BES antes do colapso do banco e se tinham ou não informação privilegiada na altura. 

«Na altura diziam que uma coisa era o GES outra era o BES. Isto foi dito por toda a gente... [...] Esta gente toda, incluindo Durão Barroso, tinha informação privilegiada na altura», afirmou.


No caso do Presidente da República, Constança Cunha e Sá tece duras críticas à atitude de Cavaco Silva, que recentemente desvalorizou as declarações feitas em julho sobre o BES - na altura o chefe de Estado disse que os portugueses podiam confiar no BES. 

«Muito gente pode ter confiado nas palavras do Presidente da República e pode ter aproveitado para comprar ações a um preço mais baixo. Até porque os próprios gerentes dos bancos aconselhavam os clientes a comprar ações», sublinha.