Constança Cunha e Sá defendeu, esta sexta-feira, que a privatização da TAP não pode ser feita com base na convicção do ministro da Economia, mas sim em função do interesse nacional. Na TVI24, a comentadora disse que o Governo não está a fazer a privatização da transportadora aérea nacional na altura indicada.

«Fazer a privatização da TAP nesta altura parece-me errado. Acho que devia haver um consenso maior sobre a privatização. Acho que é um dossiê que deve ser tratado com tempo e com algum consenso», referiu Constança Cunha e Sá.


No espaço de análise nas «Notícias às 21:00», a comentadora considerou estranha, de parte a parte, a reunião de última hora entre o Governo e a plataforma de sindicatos da TAP. Para Constança Cunha e Sá, a ideia de que se trata de uma convicção, conforme afirmou o ministro Pires de Lima, não é um argumento para privatizar uma empresa de referência.

«Isto não pode ser feito por convicções. Não é uma questão de convicção, o que interessa aqui é o interesse nacional, não é a convicção do ministro da Economia ou a convicção de meia dúzia de ministros. É irrelevante a convicção de meia dúzia de ministros que, ainda por cima, para o ano, já não serão ministros. (…) Acho que o que tem que ser argumento é o interesse nacional do país e o interesse da empresa», concluiu.