Grécia conseguiu, no Eurogrupo, um acordo

«Nos últimos dias, a dignidade do país foi posta em causa porque o número a que se prestou a ministra portuguesa das Finanças ao lado do ministro das Finanças alemão a fazer aquele número amestrado, por assim dizer, a mostrar que em Portugal nós eramos o grande trunfo da Alemanha e que, no fundo, erámos uma espécie de marionete e uma espécie de exemplo que eles [os alemães] usavam para provar que a austeridade funcionava, é um número lamentável», criticou a comentadora.

Para Constança Cunha e Sá, o que está em causa é algo para o qual as declarações recentes do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, já tinham chamado a atenção: o modelo dos burocratas [troika] não serve e não deve mandar nos países. O que esta situação exige são conversações políticas e não com «técnicos de segunda».

A jornalista critica Pedro Passos Coelho por não perceber que «a dignidade dos portugueses, com a estratégia de empobrecimento que ele aplicou, foi violada». Constança Cunha e Sá acusa Passos Coelho de colocar o país de joelhos perante a Alemanha e de seguir acriticamente todas as ordens que vinham da troika, quando se deixou condicionar por técnicos sem colocar nunca isso a nível político.

«Ontem [quinta-feira] vimos Schäuble com uma posição duríssima contra a Grécia, vimos Maria Luís Albuquerque subscrevê-la, (…) e vimos hoje [sexta-feira] a senhora Merkel recuar, suavizar um pouco o tom em relação ao seu ministro das Finanças. Isto mostra a situação patética que Portugal tem neste momento e que tem tido com este Governo nesta negociações sobre a Grécia», concluiu.