Constança Cunha e Sá relembrou, esta quinta-feira, que o assunto da existência, ou não, de uma «lista VIP» de contribuintes era discutido «desde o fim do ano passado». 

«O Sindicato dos Trabalhadores de Impostos denunciou uma ação de formação que decorreu dia 20 de janeiro de 2015 e onde perante 300 pessoas foi dito que havia um pacote. O problema tinha haver também com o facto desta nova metodologia ter sido feita no seguimento do caso Tecnoforma do primeiro-ministro», afirmou a comentadora no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».


Constança Cunha e Sá relembrou ainda que « nas últimas semanas, temos o sindicato a fazer denúncias constantes sobre a existência da lista e também sobre a implicação que Paulo Núncio tinha neste caso» e que, na semana passada, «o Governo desmentiu categoricamente a existência da lista»

«O primeiro-ministro, por ignorância, por falta de esclarecimento, ou por outra coisa qualquer, mentiu no Parlamento quando disse que não havia uma lista VIP», afirmou a jornalista.


A jornalista sublinhou ainda que, ao contrário do que disse Marques Guedes, as declarações não foram incompletas.

«Marques Guedes hoje faz um ensaio geral e vem dizer que o primeiro-ministro e o Governo foram mal informados pela Autoridade Tributária e que, portanto, isso originou declarações incompletas. Isso não originou nada declarações incompletas. As declarações foram taxativas e o primeiro-ministro e o secretário de Estado foram taxativos em dizer que não existia lista nenhuma», concluiu.