Constança Cunha e Sá disse, esta segunda-feira, que o Presidente da República voltou a fazer uma «interpretação altamente restritiva dos seus poderes» ao recusar-se a antecipar a data das eleições legislativas. Na TVI24, a comentadora sublinhou que, no dia em que aconselhou «alguns políticos» a fazerem «o trabalho de casa» sobre a data das eleições, Cavaco Silva esqueceu-se que «está com os poderes diminuídos» e que não tem força para impor um Governo maioritário.

«Cavaco Silva diz que não dá posse a um Governo minoritário. Não se percebe como (…). Cavaco Silva tem que explicar como é que pode impor um Governo maioritário. Não pode impor coisíssima nenhuma porque, se os partidos não se entenderem, não há Governo maioritário que se faça», afirmou a comentadora no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».

Para Constança Cunha e Sá, o esforço do Presidente da República de conciliar os partidos, neste momento, é nulo. «Já se viu qual é a influência dele junto dos partidos: Cavaco Silva é influenciado pela maioria e não tem qualquer influência em todos os outros partidos à esquerda da maioria. Neste momento, o Presidente da República não é um árbitro entre os partidos (…). Não estou a dizer que esta decisão [de não antecipar as eleições] seja por interesse, a reboque da maioria, mas mais uma vez coincide. Estranhas coincidências», realçou.