Constança Cunha e Sá considera que as palavras do Presidente da República e do primeiro-ministro sobre a Grécia mostram «um enorme sentimento de fraqueza».
 

«A fraqueza de um país obrigado a exceder o credor máximo, a Alemanha, e a ir mais longe do que a senhora Merkel, mostra o estatuto diminuído em que Portugal se encontra na Europa».


Daí que, para Constança, não tenha sido de estranhar que Passos Coelho e Alexis Tsipras não se tenham falado durante a cimeira desta quinta-feira.

«Não há interesse do primeiro-ministro grego em encontrar-se com Passos».


Constança Cunha e Sá comentou as palavras do primeiro-ministro português, que salientou o quanto Portugal ajudou a Grécia.
 

«O que saiu do bolso dos portugueses foram os sacrifícios que a política deste Governo impôs ao país e cujos resultados estão à vista (…) Para Passos Coelho, é muito difícil aceitar a ideia de que o governo grego consiga alcançar algum acordo quando ele não o quis fazer».

 
Se a Grécia conseguir um acordo, no entender da jornalista, «mostra que o caminho não é inevitável e que, se o Governo português tivesse feito o seu papel, se calhar tinha poupado o bolso dos portugueses».