Constança Cunha e Sá criticou, esta sexta-feira, o facto de o secretário de Estado não ter tido conhecimento da existência de uma lista VIP. 

«Não é muito verosímil que uma iniciativa dessas passe à margem do governo. A verdade é que tanto os ex-dirigentes da Autoridade Tributária (AT) como o secretário de Estado vêm dizer que não tiveram qualquer conhecimento», afirmou a comentadora no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».


Constança Cunha e Sá relembrou ainda que «o que secretário de Estado não pode dizer, neste momento é o que já disse na semana passada: que a lista não existe».
 

«A lista existe e a lista, segundo ele, viola claramente os princípios da constituição, é uma lista ilegal», afirmou a jornalista.


A jornalista sublinhou ainda que caso se venha a verificar que «o secretário de Estado era alheio a todas estas propostas», este deve admitir que «não tem controlo absolutamente nenhum (...) sobre o que se passa em serviços tutelados por ele».
 

«Se se vêm a verificar que o secretário de Estado era alheio a todas estas propostas que foram passando pela AT e que deram origem a um pacote ou uma lista (...) se o secretário de Estado considera que isso é claramente ilegal, que viola gravemente os princípios da constituição então o secretário de estado tem de admitir que há um estado dentro do estado e que não tem controlo absolutamente nenhum (...) sobre o que se passa em serviços tutelados por ele», concluiu.