Para Constança Cunha e Sá, a grande surpresa no pós-eleições vem da esquerda, e de se ter partido do pressuposto de que os encontros entre PS, PCP e Bloco de Esquerda não passariam de uma jogada tática para inverter a responsabilidade.

“De repente, depois da reunião entre PS e CDU essa jogada tática transformou-se num cenário verosímil”


A comentadora da TVI, no jornal das 8, admitiu que não é fácil perceber a estratégia de cada um dos partidos. E que já se esperava que o entendimento entre PS e coligação fosse difícil.

“Foi uma declaração histórica de Jerónimo de Sousa, a dizer pela primeira vez que apoiava um governo do PS”


Constança Cunha e Sá nota que as declarações de António Costa com os líderes da oposição ou com os partidos de esquerda são radicalmente diferentes. E este cenário plausível está a criar uma grande divisão no seio do PS.

“No fundo, António Costa tem dito até aqui que tem tido reuniões muito construtivas com o PCP e os Verdes, com pontos de convergência, enquanto que na reunião com Passos Coelho e Paulo Portas veio dizer que reunião foi inconclusiva”


Marcelo: “Discurso inteligente, apresentação informal”

A comentadora considerou também que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, em que anunciou a candidatura a Belém, foi “inteligente”,” adequado” e com uma “apresentação altamente informal”.

Para Constança Cunha e Sá, Marcelo tentou passar três mensagens: o facto de ter uma larga experiência política, de ser uma figura estável, dando como exemplo o facto de ter viabilizado o governo minoritário de Guterres e deixando ainda uma mensagem forte em relação à Constituição.