Constança Cunha e Sá considera que «o governo grego teve que ceder muito» no acordo com o Eurogrupo, destacando o exemplo das privatizações.

«Este recuo significativo deve dificultar a vida de Tsipras na Grécia (…) Tsipras vai ter alguma dificuldade em unir o partido e não sei muito bem como vai explicar aos eleitores esta cedência».


A comentadora sublinha, no entanto, que ainda há «alguma desconfiança» do BCE e do FMI em relação às medidas propostas.

«Não é um bom acordo e, se as coisas correrem mal, não sei qual será a alternativa. O Syriza era a última carta (…) Com isto, ficou obviamente claro que quem manda na Europa é a Alemanha e o Governo português contribuiu muito para isso».