Constança Cunha e Sá disse, esta quinta-feira, que o país está neste momento a «viver uma farsa», com o Governo, nas Grandes Opções do Plano (GOP), a apostar em mais austeridade, mas a dizer em simultâneo que o período de exceção já acabou e a prever um período de alívio fiscal para 2015. Na TVI24, a comentadora sublinhou que o discurso contraditório do Executivo só bate certo com um único aspeto: há eleições legislativas à porta.

No dia em que o presidente do BCE anunciou que vai começar a compra de dívida, o que para Constança Cunha e Sá significa que «a Europa entrou de novo num grande impasse», o reflexo dessa situação, em Portugal, é que «nós estamos a viver uma farsa», começou por dizer a comentadora no espaço de análise nas «Notícias às 21:00». 

Para Constança Cunha e Sá, o Governo, que nas Grandes Opções do Plano prevê mais austeridade, corte na despesa, consolidação orçamental, «é o mesmo que diz que o período de exceção já acabou e que em 2015 vai começar um período em que os funcionários públicos, os reformados, os contribuintes vão começar a ser aliviados». «Mas isto não bate certo uma coisa com a outra, a verdade é esta. Há uma coisa aqui que bate certa: é que há eleições pelo meio. Por isso, vemos o Governo a brincar às subidas e descidas do IRS», constatou.