Constança Cunha e Sá afirmou, esta quarta-feira, que o Governo tem de esclarecer o que é o corte de 600 milhões de euros para a Segurança Social. A comentadora da TVI alertou que a ministra “pôs essa hipótese e não esclareceu de todo, nem ela nem ninguém do Governo, o que é que era este corte de 600 milhões de euros”. 

“A maioria avançou com um corte de 600 milhões, a ministra diz que não pôs em cima da mesa ou que não disse que ia cortar, taxativamente, as reformas a pagamento. A verdade é que a ministra pôs essa hipótese e não esclareceu de todo, nem ela nem ninguém do Governo, o que é que era este corte de 600 milhões de euros. O que é obrigatório de facto é que o Governo explique onde é que vai cortar estes 600 milhões de euros. Não vale a pena a ministra atacar as propostas do PS, é bom também que o Governo comece a apresentar propostas concretas em relação ao que vai fazer em diversas áreas, nomeadamente na Segurança Social, porque nós não podemos estar com um valor inscrito no Documento de Estratégia Orçamental e ao mesmo tempo com palpites da ministra que podem indiciar, se calhar, até negociações que nós não conhecemos, e causar e lançar o pânico entre os reformados que já viram nestes quatro anos que foram umas das vítimas principais deste Governo”, afirmou a comentadora.


Constança Cunha e Sá lembra ainda que seja explicado como é que a ministra volta a este tema “depois do Tribunal Constitucional o ter chumbado”.

“O que o Governo até agora se limitou a fazer foi a cortar de uma forma cega e dura nas reformas em pagamento. Nada de estrutural mudou na Segurança Social. A única coisa que a ministra das Finanças e o Governo se limitaram a fazer foi: é necessário fazer cortes na segurança social eles recaíram sobre os pensionistas, sobre pensões em pagamento”, reiterou. 


A comentadora alertou ainda que esta “brutalidade na Segurança Social” tem de ser explicada porque “as pessoas não podem estar constantemente a viver numa incerteza, sem saber o que é o dia de amanhã. Têm que ter um mínimo de previsibilidade”. 

“Nos últimos quatro anos o Governo tem sido um fator de instabilidade permanente no dia-a-dia das pessoas, nomeadamente dos funcionários públicos, nomeadamente dos reformados, e por isso, o Governo tem a obrigação de esclarecer o que é que pretende fazer com a Segurança Social e qual é a proposta da segurança social. E não dizer, como diz Paulo Portas, nós não vamos apresentar nada e esperamos que um consenso com o PS caia do céu, quando ainda por cima o PS veio dizer claramente que não vai haver consenso nenhum com a maioria neste ponto da Segurança Social”, reforçou Constança Cunha e Sá, no habitual comentário da TVI24.