Constança Cunha e Sá disse, esta quarta-feira, que a autoridade de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro ficou «muitíssimo fragilizada» depois do episódio da dívida à Segurança Social. Na TVI24, a comentadora defendeu que, embora não haja ilegalidade e Pedro Passos Coelho não tenha dívidas ao Fisco, há factos que ficaram perfeitamente provados e que «matam politicamente» o chefe de Governo.

«O quadro já estava mais ou menos traçado antes de ele [Passos Coelho] ir à Assembleia da República, daí que ele não tenha adiantado absolutamente nada hoje [esta quarta-feira, no debate quinzenal]. (…) Mas o essencial está esclarecido: ele [Passos Coelho] não pagou durante cinco anos e não pagou em 2012 (e este é, para mim, o ponto principal porque não pagar em 2012 é decisão, não do cidadão Passos Coelho, mas do primeiro-ministro Passos Coelho», sublinhou a comentadora.


Para Constança Cunha e Sá, «este episódio é daqueles que se colam à pele» porque o cidadão Passos Coelho pede uma compreensão para ele que o primeiro-ministro não tem de todo em relação ao conjunto dos portugueses.

«Como não há português nenhum que não tenha tido (….) um problema com a Segurança Social ou com o Fisco, e toda a gente sabe como a Segurança Social e o Fisco são implacáveis com qualquer cidadão que se deixe enredar nessa teia… Isto é uma coisa que cola à imagem dele [Passos Coelho] e que o prejudica e o fragiliza  muitíssimo politicamente», defendeu.

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