Constança Cunha e Sá disse, esta segunda-feira, que o facto de José Sócrates ter ficado em prisão preventiva, indiciado de um crime de corrupção, que se presume tenha sido exercido durante o mandato de primeiro-ministro, «coloca problemas agravados ao Partido Socialista». Na TVI24, a comentadora realçou que, sendo um processo criminal, a detenção do ex-Primeiro-ministro, vem «infetar» a ação política do Governo de José Sócrates, com consequências para o atual líder do PS.

«Isto coloca problemas agravados ao Partido Socialista. Porque, havendo corrupção durante os governos socialistas enquanto ele [Sócrates] foi Primeiro-ministro, isto coloca mais dificuldades a António Costa, como é óbvio, porque participou neste Governo e muitos dos apoiantes dele participaram também neste Governo», afirmou a comentadora no noticiário «25ª hora».


Sublinhando que a medida de coação mais gravosa é aplicada a José Sócrates a menos de uma semana da realização do Congresso do PS, Constança Cunha e Sá alertou que a próxima reunião magna do partido «vai ser muito complicada para os socialistas». Para a comentadora, o problema imediato de António Costa é ver como é que «consegue controlar minimamente» os ânimos durante o Congresso.

«Se a nível dos dirigentes do PS tem havido uma grande contenção (aliás, promovida pelo próprio António Costa, que se encarregou de mandar um SMS a pedir às pessoas para separarem as águas), no Congresso isso é mais difícil: no Congresso não são só dirigentes a falar, são também militantes», explicou.