Constança Cunha e Sá considera que a recondução de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal é “uma espécie de presente” do Governo por este ter assumido todas as responsabilidades no caso BES.

A comentadora lembrou que tanto PSD como CDS foram “muito duros” com a atuação do governador no caso BES e, por tanto, é “estranho que venham agora dizer que revelou uma grande coragem”.
 

“A não ser que a nomeação tenha sido uma espécie de prémio por ter assumido sozinho as responsabilidades que obviamente também eram do Governo. Dá ideia que a recondução é uma espécie de presente pelos serviços prestados.”


Constança considera que Carlos Costa estará “isolado e fragilizado” no mandato de 5 anos que agora arranca e critica o Governo por não ter ouvido António Costa.
 

“Seria natural que o líder do maior partido oposição tivesse sido ouvido nesta escolha. O governador é uma personagem polémica e que foi criticada por todos os partidos”.