Constança Cunha e Sá comentou, esta quinta-feira, a proposta de António Costa de entregar a Chave de Honra da Cidade de Lisboa a Mário Soares. Na TVI24, a comentadora defendeu que o polémico não é a homenagem promovida por António Costa, mas sim o voto vencido do CDS-PP na autarquia da capital.

«Acho absolutamente insustentável a posição do CDS. Completamente insustentável. Revela uma mesquinhez política raramente vista. Numa matéria em que até o PCP se absteve, o CDS vem dizer que Mário Soares não é uma pessoa consensual, ao contrário das outras pessoas que já receberam a Chave de Honra.


No espaço de análise nas «Notícias às 21:00», Constança Cunha e Sá questionou-se sobre quem foram as outras pessoas que já receberam a Chave de Honra da Cidade de Lisboa.

«Foi Carlos Lopes - consensual, de facto. Foi José Saramago - muito consensual (tudo menos consensual) e Durão Barroso - que é do mais consensual que há», ironizou.

«Agora isto mostra uma falta de sentido de Estado, uma falta de sentido da História» porque «o CDS não leva em linha de conta o conjunto e a dívida que o país tem ao Dr. Soares», rematou a comentadora.