No dia em que Anabela Rodrigues foi nomeada nova ministra da Administração Interna, sucedendo a Miguel Macedo, que apresentou a demissão na sequência das detenções do caso vistos gold, Constança Cunha e Sá falou na TVI24 sobre os desafios da nova ministra, considerando-a « uma técnica».

A comentadora começou por sublinhar que é uma escolha surpreendente por vir « de fora do meio da política», e não ser «uma escolha óbvia».

«Passos Coelho decidiu escolher uma técnica», «agora não sei se é bom», «porque neste momento há a herança de Miguel Macedo», referiu, realçando no entanto as qualidades do seu currículo, «pelo menos academicamente».

Sobre a operação de «varrimento de escutas», Constança Cunha e Sá afirmou que se trata de «uma atividade normal do SIS» , Serviços de Informação Secretos, mas que «foi feita fora da hora de expediente» , o que a leva a questionar o que isso significa. 

«Das duas uma, ou o SIS acha que andam para aí escutas ilegais a torto e a direito, e que o papel dele é atender às várias pessoas que falam para lá a dizer, olhe venha cá a casa», «ou então está a desmontar escutas que foram postas pela judiciária, parece-me no mínimo estranho».

Importante contextualizar que está em causa a legalidade da ação do SIS no gabinete de António Figueiredo, presidente do Instituto de Registos e Notariado, um dos detidos pela Polícia Judiciária.