
Constança Cunha e Sá disse que por vezes o primeiro-ministro «parece vindo de Marte», por ter dito que o Governo não está a exigir de mais aos portugueses.
«Acho que o dr. Passos Coelho, que disse há pouco que não estava doente, que estava tudo muito bem, está a precisar de férias», disse a comentadora na TVI24, ao analisar o discurso primeiro-ministro desta quarta-feira em Cantanhede.
Para Constança Cunha e Sá é «inacreditável» o chefe de Governo «vir hoje dizer que só os simples é que o compreendem». «Qualquer espírito mais elaborado deixa de o compreender, agora não sei quem são esses simples que o compreendem», ironizou.
«Não estamos a exigir de mais? De vez em quando o dr. Passos Coelho aparece vindo de Marte e a aterrar num país que não conhece. Como é que ele diz aos 16 por cento de desempregados que não estão a exigir demais?» questionou-se, salientando que «há muitos e muitos portugueses que estão a passar momentos dificílimos».
«É inacreditável a insensibilidade que raia por vezes nos discursos de Pedro Passos Coelho», afirmou, realçando que neste momento a única entidade que não está a corresponder ao esforço exigido «é o Estado»
Na primeira parte do seu comentário, Constança Cunha e Sá analisou a carta enviada por Paulo Portas aos militantes do CDS, considerando que esta foi uma forma de «Paulo Portas se demarcar, a si próprio e ao CDS, do PSD».
«O que Paulo Portas tem conseguido neste ano de Governo é manter a identidade do partido, não a confundir muito com os desmandos e com as trapalhadas em que se vê constantemente envolvido o Governo», disse. «O PSD aparece como o grande grupo dos liberais, que querem reformar o país, ao passo que o CDS aparece como o partido mais ligado à assistência social, aos direitos dos pensionistas».