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«A capacidade de influência do Presidente sobre o Governo é nula»

Comentário de Constança Cunha e Sá na TVI24

Por: Redacção    |   2013-03-06 22:17

Constança Cunha e Sá considera que «o ponto fulcral» no regresso às intervenções públicas do Presidente da república nesta quarta-feira «foi explicar o silêncio de dois meses». «Presumo que tenha a agenda preenchida, mas isso não justifica o silêncio», analisa a comentadora da TVI24.

«A capacidade de influência do Presidente da República sobre o Governo é nula», conclui Constança Cunha e Sá acrescentando que as palavras de Cavaco Silva «não são tidas em conta» pelo Executivo. Cavaco Silva é, assim, «o primeiro a reconhecer que a [sua]mensagem de ano novo não teve qualquer influência sobre a atuação do Governo».

As palavras que o Presidente da república «disse há três meses mantêm-se atuais hoje». «O que Cavaco Silva vem dizer é que nada mudou e que ele é impotente», diz Constança Cunha e Sá.

A comentadora da TVI24 considera que o Presidente «devia tirar ilações do facto de não ser ouvido de todo pelo Governo» sublinhando que o Executivo «não ouve ninguém» e que não ser ouvido «não é exclusivo do Presidente da República».

Constança Cunha e Sá afirmou também que a posição do primeiro-ministro a referir que era i>sensato baixar o salário mínimo «demonstra que o Governo não tem resposta nenhuma sobre o desemprego» e também a «insensibilidade perante uma sociedade que está a destruir».

Pedro Passos Coelho «só pode governar em função da Troika». «Há um distanciamento cada vez maior entre o Governo e os portugueses» Pedro Passos Coelho também «tem de tirar ilações disso».

Referindo que «há sensibilidades diferentes no Governo», nomeadamente na relação com o PS, Constança Cunha e Sá diz que o que fica do discurso de Passos Coelho no Parlamento nesta quarta-feira «é um primeiro-ministro obstinado, isolado, que recusa encarar a realidade, que não vai utilizar os instrumentos que a Europa lhe pode dar de mais dívida e prolongamento do défice para aliviar a austeridade, mas sim para carregar mais neste corte de quatro mil milhões».

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EM BAIXO: Constança Cunha e Sá na TVI24
Constança Cunha e Sá na TVI24

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