“Estamos perante um país em estado de choque, uma grande parte em grande pânico, pela interpretação que está a ser dada aos resultados eleitorais (…) que é uma interpretação do meu ponto de vista absolutamente abusiva e que corresponde a um verdadeiro golpe de Estado”, afirmou.

Para Manuela Ferreira Leite, é “inadmissível” que a procura de uma solução de Governo seja feita através de uma “fraude aos eleitores”.

 

“O Dr. António Costa, se tinha na sua mente que ia aliar-se ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda, só tinha legitimidade para fazer essa negociação se tivesse dito isso em campanha eleitoral. Não disse. Nunca anunciou tal. Não teve nenhum resultado eleitoral que não estivesse à espera e, portanto, não tem nenhuma legitimidade para estar a interpretar os votos nele como um mandato. Ele não tem mandato para se ir aliar à esquerda. O povo português, 70%, não quer”, defendeu.

 

À coligação PSD/CDS-PP, Manuela Ferreira Leite pede um esforço para um entendimento com o PS.

 

“Também não fica bem a coligação se ativamente não luta por um acordo com o Partido Socialista no sentido de formarem eles uma maioria para governar o país. Portanto também não podem ficar de braços cruzados a dizer não conseguimos fazer nada. Então não conseguem arranjar nada, nada, em comum?!”, questionou.