Carvalho da Silva, Sofia Galvão, Bernardino Soares e Adolfo Mesquita Nunes analisaram, esta segunda-feira, num debate na TVI24, a política à esquerda.

Enquanto Sofia Galvão considerou que “Portugal está doente ainda, está no recobro” e que "não vai sair bem deste tratamento experimental" que lhe querem impor, o deputado do PCP afirmou que o país, ao contrário do que diz a deputada do PSD, “continua em agonia” e “é preciso mudar a prescrição” para que este recupere, reiterando ainda que "esta ideia que estamos muito melhor ao fim de 4 anos, é mentira".

Segundo Bernardino Soares, a “direita está com uma azia política desgraçada com esta situação porque tinha planeado continuar no poder” e tal não vai acontecer.

“Aliás o Presidente da República deu-lhes um forte impulso nesse sentido e afinal não vai ser assim. Se há coisa que estas eleições e este processo posterior dinamitou é essa ideia de que o que se elege são os candidatos a primeiro-ministro e os governos. O que se elege é a Assembleia da República."


Por sua vez, Carvalho da Silva acredita que o novo governo à esquerda vai pôr o interesse nas pessoas em primeiro lugar e afirma que "não é de prever menos estabilidade neste compromisso que está em fase de conclusão", assim como "não é de prever mais instabilidade do que em qualquer outro compromisso anterior."

"Quem dá um passo destes naturalmente dá um sinal à sociedade de que podem contar com eles e com os compromissos que vão estabelecendo".


Já Adolfo Mesquita Nunes considera que o "falar se é um governo fraco ou um governo forte" aquele que se segue "será sempre uma matéria que só será demonstrável no futuro", mas tendo em conta o que se sabe à partida, o governo à esquerda que se apresenta " é um governo muito mais frágil".
 

"Mas há coisas que nós sabemos já. Os partidos que seleccionaram o PS como partido para governar, não querem fazer parte do governo. E também sabemos que o acordo a que chegam não é um acordo único, são vários acordos (...) de programa de governo que em Portugal nunca significou viabilizar um programa de governo. Portanto, temos aqui um sinal de que os partidos querem ficar na oposição. Do ponto de vista conceptual parece-me evidente que é um governo muito mais frágil." 



Esta segunda-feira, após o anúncio de um acordo à esquerda estar fechado, António Costa entrou mudo e saiu calado do primeiro dia de debate do programa de Governo. O ainda primeiro-ministro, pelo contrário, não deu sinais de esmorecer