“Estamos a ouvir as várias entidades, ouvimos ontem [quinta-feira] a Plataforma do Media Privados, ouvimos o Sr. presidente da ERC, ouvimos a CNE, estamos num processo de trabalhar, aceitar sugestões, num processo democrático e aberto, mas nada foi apresentado”, afirmou.

Sublinhando que o documento de trabalho “está a mudar de dia para dia”, Carlos Abreu Amorim disse não entender muito bem as críticas dos diretores de informação.

 

“Aquilo que vem no comunicado que hoje [sexta-feira] foi conhecido dos Srs. diretores dos jornais não corresponde ao projeto que nós temos e que estamos a trabalhar”, garantiu o deputado do PSD.

Já a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua alertou, no mesmo programa, para a necessidade de a nova lei da cobertura das campanhas eleitorais salvaguardar a liberdade editorial e o pluralismo político.

 

“Há dois princípios constitucionais que é preciso respeitar aqui. Um é a liberdade editorial, ela é absolutamente crucial para a democracia. O outro é o pluralismo político, que é igualmente crucial para a democracia. Nós temos de decidir, democraticamente e com bom senso, como é que conciliamos os dois”, afirmou.

Mariana Mortágua deixou uma interrogação: “Eu percebo que não se pode tratar os tempos do PSD ou os tempos do PS iguais aos tempos de um pequeno partido ou iguais aos tempos de um partido parlamentar como o Bloco de Esquerda. Como encontramos aqui um equilíbrio de tempos e de meios e de modos que respeite a liberdade editorial, mas também o pluralismo político?”

 

"Cada vez mais o eleitorado percebe que há sacrifícios que valem a pena"

 

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Já para a deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, o triunfo do Partido Conservador no Reino Unido ficou a dever-se em grande parte à desistência dos Trabalhistas, enquanto alternativa à ideologia da austeridade.