O deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, ataca o "radicalismo" das políticas do Syriza e afasta Portugal do cenário negro que vive o povo grego. Para o social-democrata, a crise na Grécia mostra que Portugal está no bom caminho.

"Do lado da coligação há estabilidade, há uma noção de rumo, há uma noção daquilo que nós queremos para o país. E aquilo que nós queremos para o país é o contrário do que se está a passar na Grécia. Nós somos a prova de que, se os programas forem bem aplicados e forem bem cumpridos, resultam."

A eurodeputada do PS, Ana Gomes, contra-ataca e diz que o executivo de Pedro Passos Coelho tem proposto um "rumo para o fundo". A socialista vai mais longe e culpa, desde já, o Governo português caso o país seja contagiado pela crise grega.

"Quem será responsável se a situação da Grécia contagiar de forma dramática Portugal é o Governo Português. (...) O dever do Governo português, por solidariedade e por interesse nacional, devia ser ajudar a mudar a receita para a Grécia para a situação não estar hoje onde está e para não estarmos todos sob o risco de contágio."

Com o referendo na Grécia à porta, Carlos Abreu Amorim insiste na ideia de que o rumo certo está nas políticas seguidas pela coligação PSD/CDS-PP.

"A Grécia é a prova provada de que o que nós fizemos nos últimos quatro anos estava certo. E aquilo que os outros, e tantos outros, nos diziam para fazer, as ditas receitas alternativas, eram aquelas que nos iam colocar na situação em que os gregos estão agora e que nós não estamos graças a este governo."

Ana Gomes responde com "um quarto dos portugueses a viverem hoje na pobreza" e com os milhares de jovens qualificados que procuraram uma vida melhor no estrangeiro. Carlos Abreu Amorim garante que "a coligação vai ganhar" as próximas eleições legislativas e que "os jovens vão voltar" a Portugal.