Augusto Santos Silva disse, esta terça-feira, que tanto as propostas macroeconómicas apresentadas esta pelo PS, como as do Governo estão em consonância com o Pacto de Estabilidade. Ainda assim, o comentador da TVI24 considerou que o documento apresentado pelo PS é mais transparente do que as políticas de Pedro Passos Coelho e defendeu que é possível haver alternativa política sem que «ninguém tenha de tirar a gravata».
 

«Este documento é mais detalhado em medidas e mais transparente em contas do que o documento de Estratégia Orçamental apresentado pelo Governo», afirmou Augusto Santos Silva, no programa «Política Mesmo».
 

Para o comentador da TVI24, o que os economistas que trabalharam para o Partido Socialista fizeram foi criar uma proposta condicional: «Quatro pontos de redução na TSU paga pelas empresas, se contratarem em termos permanentes e não em contratos a prazo. E esses quatro pontos, que são perda para a Segurança Social, são compensados pelo tal IRC social. Isto é, preferimos não continuar a baixar o IRC, é pago pelo imposto sucessório e é pago pela tal taxa contra a precariedade».
 
Augusto Santos Silva defendeu que «é possível haver uma alternativa política clara sem entrar nas Varoufakisses».
 

«Ninguém tem que tirar a gravata, ninguém tem que vir de mota, ninguém tem que vir de capacete, ninguém tem que pegar na mulher ao colo a beber vinho branco em frente à Acrópole. É possível todos de gravata, todos sem capacete, com as mulheres a fazerem o que entenderem, ninguém a ver a Acrópole. É preciso, é possível, construir uma discussão política entre duas alternativas muito diferentes, como nós vamos ver, num quadro da vinculação comum à União Europeia», rematou.

 
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