Augusto Santos Silva considera que o facto de Paulo Portas não se ter pronunciado sobre a polémica da dívida de Passos Coelho à Segurança Social é mais um sinal que a coligação do atual Governo não vai ser renovada para as próximas legislativas.

No seu comentário semanal, no programa «Política Mesmo» da TVI24, Santos Silva diz que este «casamento de conveniência» tem uma «data marcada» para chegar ao fim, referindo-se à data das próximas eleições.

«Não [se] ouviu uma palavra de apoio, de solidariedade ou compreensão da parte do aliado, do vice-primeiro-ministro, líder do partido que está coligado com o PSD, Paulo Portas. (…) Mais uma vez se mostra que o casamento entre o Partido Popular e o PSD é um casamento apenas por conveniência, que tem uma data marcada para a dissolução (…) [o início] das legislativas».

 
Ainda sobre a polémica com o primeiro-ministro, Santos Silva criticou as declarações de Cavaco Silva sobre o caso, considerando que o Presidente da República «se espalhou ao comprido», ao considerar que tudo não passa de uma luta «político-partidária».
«Acho que o Presidente se espalhou ao comprido com as declarações de sábado passado. (…) O professor Cavaco Silva, sem precisar, colocou-se na posição do sacerdote que tenta apagar com água benta o pecadilho do seu sacristão. Não vejo que vá ficar da presidência de Cavaco Silva, nada que recordemos como contributo próprio para o exercício da função», acrescentou.