No seu comentário semanal, no programa «Política Mesmo» da TVI24, Santos Silva diz que este «casamento de conveniência» tem uma «data marcada» para chegar ao fim, referindo-se à data das próximas eleições.

«Não [se] ouviu uma palavra de apoio, de solidariedade ou compreensão da parte do aliado, do vice-primeiro-ministro, líder do partido que está coligado com o PSD, Paulo Portas. (…) Mais uma vez se mostra que o casamento entre o Partido Popular e o PSD é um casamento apenas por conveniência, que tem uma data marcada para a dissolução (…) [o início] das legislativas».

Ainda sobre a polémica com o primeiro-ministro, Santos Silva criticou as declarações de Cavaco Silva sobre o caso, considerando que o Presidente da República «se espalhou ao comprido», ao considerar que tudo não passa de uma luta «político-partidária».
«Acho que o Presidente se espalhou ao comprido com as declarações de sábado passado. (…) O professor Cavaco Silva, sem precisar, colocou-se na posição do sacerdote que tenta apagar com água benta o pecadilho do seu sacristão. Não vejo que vá ficar da presidência de Cavaco Silva, nada que recordemos como contributo próprio para o exercício da função», acrescentou.