“A Grécia não deve sair da zona Euro. Em primeiro lugar porque não sabemos o que acontece a seguir na zona Euro e, em segundo lugar, porque os riscos políticos da saída da Grécia excedem em muito os custos da sua manutenção na zona Euro”, afirmou o ex-ministro.

Santos Silva disse também que “o ‘não’ não pode ser o caminho para o desastre” e que durante os últimos dias houve “excessos de linguagem e oposição parte a parte que devem ser dados por encerrados”. O comentador defendeu ainda a importância de um acordo entre as duas partes.

“61% dos votantes disseram não à proposta apresentada pelas instituições europeias. Portanto, cabe ao governo grego apresentar uma contra proposta e cabe às instituições europeias olharem com menos arrogância e mais sentido construtivo para essa contra”.

A deputada do PSD, Teresa Leal Coelho, expressou a mesma opinião, acrescentando que a Grécia se deve resignar ao respeito das condições dos credores pois “ pertencer à zona euro traz como consequência cumprir um conjunto de regras que todos os estados membros têm vindo a cumprir”.

“Não nos podemos esquecer que a Grécia estava a ver resultados bastante positivos no que diz respeito ao que eram os objetivos que tinham sido estabelecidos no âmbito dos memorandos de entendimento”, declarou a deputada, afirmando que “o modelo de organização política da Grécia que é determinante para a sustentabilidade do euro, que afeta a vida dos gregos, mas também a afeta a vida dos portugueses”.

Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, não partilha desta visão e defendeu que “aquilo que assistimos nos últimos dias por parte das instituições europeias, e também pelo governo português, foi terrorismo”, acrescentando que os credores se terão unido para “chantagear um povo”.

A deputada afirmou também que o “não” na Grécia “dá esperança a Portugal e à Europa. O que nos mostrou o povo grego é que é possível lutar por uma Europa não de partido único”.