António Perez Metelo realçou, esta quarta-feira, o esforço de que haja um «superavit» no Orçamento do Estado para 2015. No dia em que o Governo apresentou as linhas gerais do documento, o comentador sublinhou, na TVI24, que, se depois do Estado pagar as despesas (com exceção dos juros da dívida), ainda assim lhe «sobrar» dinheiro nas contas públicas isso será «o início da mudança da trajetória da dívida pública», que pela primeira vez começará a diminuir, em vez de aumentar.

«Se neste ano, ou em qualquer ano orçamental, as novas receitas ultrapassarem a despesa (tirando os juros) cria-se aqui uma margem para reduzir um pouco a dívida pública», afirmou o comentador. A  concretizar-se aquilo que a ministra das Finanças anunciou, (…) «isto é o início da mudança de trajetória da dívida: até agora tem sido sempre a subir e, se isto se concretizar começa a descer, embora ainda não a uma velocidade que o Tratado Orçamental nos impõe», sublinhou.

O comentador referia-se às afirmações de Maria Luís Albuquerque de que «este é um ano de novas conquistas». Nas contas do Executivo, em 2015 défice será inferior a 3%, o rácio da dívida pública de 123,7% do PIB e o ajustamento orçamental prosseguirá em paralelo: o PIB deverá acelerar para 1,5%, através de um aumento da procura interna e procura externa líquida, a taxa de desemprego deve situar-se nos 13,4%, «mantendo a trajetória descendente».