Marcelo Rebelo de Sousa considera que a última semana foi “uma tragédia” para o PS, com “todos os dias uma má notícia”, com destaque para os polémicos cartazes.
 

“Esta foi a primeira semana de férias de António Costa, parece que uma pessoa não pode ir de férias… Teve como grande presente este pandemónio de emprego, emigração e veracidade das informações prestadas aos portugueses. Não convém que todas as semanas sejam assim…”


Outra má notícia para o secretário-geral do PS foi, no entender do comentador da TVI, o “novo fôlego” que ganhou uma eventual candidatura presidencial de Maria de Belém.
 

“É evidente que é uma pancada em António Costa, porque se comprometeu, em princípio, com Sampaio da Nóvoa. Isto é uma parte do partido que reage [a esse eventual apoio].”


Sobre os debates durante a campanha eleitoral, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que o frente-a-frente televisivo entre Passos Coelho e António Costa coincide com a data de revisão da prisão preventiva de José Sócrates.
 

“Passa a ser um dos temas inevitáveis do debate (…) O debate pode correr melhor a Passos Coelho (…) Costa ganhou em ter menos frente-a-frente e em ter este longe do dia das eleições, mas perdeu na coincidência da questão Sócrates.”


Marcelo considera que Paulo Portas “tem razão do ponto de vista legal” em alegar que deve estar presente no outro debate, que juntará os líderes dos partidos com assento parlamentar.

O comentador abordou ainda a polémica que envolveu os dados do desemprego do INE.

“No dia em que deixarmos de acreditar no INE, estamos a brincar aos números. A oposição tem razão: é verdade que mais empregos foram destruídos, num número superior a 200 mil. Mas o Governo tem a seu favor a evolução positiva do número de desempregados.”