Por: Redacção / Pedro Calhau | 6- 11- 2009 4: 25
Simples, cheio espírito, bem disposto e humorado. Assim é «O Fantástico Senhor Raposo» («Fantastic Mr. Fox» no original),
de Wes Anderson, que nesta quinta-feira estreou as projecções no Estoril Film Festival. E quando se diz simples não se está
a falar tecnicamente, como é óbvio, pois um filme de animação sê-lo-á tudo menos isso.
É simples porque as premissas
estão lá desde logo. Há bons e maus, heróis e vilões. E sabemos quem são assim que começa o filme. E percebemos também que
esta raposa com a voz de George Clooney vai monopolizar as atenções. E vamos vê-la na maioria das cenas.
É o herói
do filme, com os seus defeitos e qualidades. Como nós. Como também nós não somos perfeitos e idealizamos a perfeição à nossa
imagem. É a nossa natureza. Como é a do Senhor Raposo e à qual ele não pode - porque não quer? - fugir. É nesta luta vivida
entre muita aventura com toques de vários géneros cinematográficos (como os duelos dos westerns, por exemplo) que ele
vive.
É um gajo normal. Como nós. E como um gajo normal vai ter de acabar por fazer o que está certo.
Há algumas lições de moral, mas não há, porém, moralismos. É o que há a fazer para aquele que tenta aprender a viver com a
sua natureza e com o que tem de ser: sempre a levantar o astralcom o bem disposto espírito de Anderson.» É uma hora
e meia de plena distracção para todos no sentido mais main stream dos movies, mas que é mais para graúdos do
que para miúdos.
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