O secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty, afirmou esta noite que o antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela mudou o mundo e que os ativistas pelos direitos humanos têm «uma dívida de gratidão» para com ele.

Mandela, que morreu quinta-feira em Joanesburgo, aos 95 anos, foi «um líder mundial que rejeitou aceitar a injustiça» e a sua coragem ajudou a «mudar todo o mundo», disse Shetty, considerando que é preciso «continuar com a luta» do antigo chefe de Estado da África do Sul.

«A morte de Nelson Mandela não é só uma perda para a África do Sul, é uma perda para as pessoas de todo o mundo que lutam pela liberdade, pela justiça e pelo fim da discriminação», disse o diretor-geral da Amnistia Internacional.

O secretário-geral da organização destacou ainda «o compromisso» de Mandela com os direitos humanos e a sua luta pelo fim da desigualdade social durante o apartheid, considerando que «o seu legado, em África e no mundo, permanecerá durante gerações».

A morte de Nelson Mandela foi anunciada pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva.

Líder da luta contra o apartheid, Nelson Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.