Por: Redacção / João Carneiro da Silva | 13- 11- 2008 3: 3
Os finais de digressão costumam ser especialmente festivos e o concerto dos Keane no Coliseu de Lisboa não fugiu à regra.
A sala da Rua das Portas de Santo Antão esteve a abarrotar de público sedento por voltar a dar as boas vindas à banda inglesa,
naquele que foi o último espectáculo da tournée europeia.
Depois da estreia nos Recreios em 2005, da passagem pela
Aula Magna e SBSR em 2006, e da visita ao Coliseu do Porto em 2007, Tom Chaplin (voz e guitarra), Tim Rice-Oxley (piano) e
Richard Hughes (bateria) regressaram a Portugal para a apresentação do novíssimo «Perfect Symmetry», álbum editado em Outubro.
Os
Keane trouxeram novas músicas e muita, muita cor. O pano de fundo do palco esteve sempre em constante mutação, desde os triângulos
coloridos da capa do novo disco até a várias animações que encaixaram perfeitamente no ambiente de festa vivido no Coliseu.
Guitarras
eléctricas foram novidade
Ao vivo, o trio transforma-se em quarteto com a preciosa ajuda de Jesse Quin no baixo.
Em estreia absoluta estiveram as guitarras eléctricas de Tom Chaplin, uma novidade na música dos Keane, uma vez que nos dois
primeiros álbuns era pelo piano de Tim Rice-Oxley que passava qualquer tipo de som que se assemelhasse ao de uma guitarra.
E
assim foi. Logo aos dois primeiros temas, Chaplin assumiu o «novo» papel de guitarrista em «The Lovers Are Losing» e «Better
Than This», ambos retirados do novo registo e frescos nos ouvidos dos fãs. Estava dado o arranque da festa e os Keane entravam
com o pé direito e com uma pontualidade britânica.
Sabor a synth pop dos anos '80
«Everybody's Changing»,
do álbum de estreia «Hopes And Fears» (2004), resulta na primeira demonstração de que a plateia tem quase todas as letras
na ponta da língua. «Again And Again» foi uma viagem aos anos 1980 através dos sintetizadores tipicamente pop e da apresentação
visual que fez recordar os gráficos do velhinho computador Spectrum.
Depois de novo coro geral em «This Is The Last
Time» veio o momento pelo qual vários fãs da primeira fila esperavam. Tom apontou para o cartaz que dizia «We're waiting for
this moment to come» e anunciou «Spiralling», o primeiro single do novo disco e outra das canções que recupera alguma da sonoridade
pop da década de '80. Festa garantida, portanto.
Keane em versão acústica
De guitarra acústica, o
vocalista dos Keane surgiu depois sozinho em palco para uma versão despida de electricidade de «Bend & Break». Foi o momento
intimista da noite, cantado em uníssono, com gente de todas as idades a dar uma ajuda a Tom que confessava começar a perder
a voz após tantos concertos.
«Try Again» e «We Might As Well Be Strangers» revelaram que os fãs apreciam o lado acústico
dos Keane, que voltaram a ligar-se à corrente com outra das novas canções feitas para dançar: «You Haven't Told Me Anything».
«A
noite mais brilhante da digressão»
«Somewhere Only We Know» e «Crystal Ball» confirmam que o Coliseu está completamente
rendido aos pés da banda inglesa e, no regresso ao palco «Is It Any Wonder» e «Bedshaped» dão o final perfeito à tournée.
«Sabíamos
que ia ser a noite mais brilhante da digressão», confessou Tom Chaplin. E a promessa ficou feita: «Não voltamos a demorar
três anos para regressar a Lisboa».
Alinhamento:
1.
The Lovers Are Losing
2. Better Than This
3. Everybody's Changing
4. Nothing In My Way
5. Again And Again
6.
You Don't See Me
7. This Is The Last Time
8. Spiralling
9. Bend & Break (acústico)
10. Try Again (acústico)
11.
We Might As Well Be Strangers (acústico)
12. You Haven't Told Me Anything
13. A Bad Dream
14. Perfect Symmetry
15.
Somewhere Only We Know
16. Crystal Ball
Encore
17. Black Burning Heart
18. Is It Any Wonder?
19.
Bedshaped
Programação - Semana de 13 de Fevereiro a 19 de Fevereiro
Discurso DirectoPrograma onde o que conta é a palavra do cidadão.
Olhos nos OlhosA análise semanal de Medina Carreira.
Observatório do Mundo «A marcha dos jovens contra o aborto», hoje à noite.