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Amigas voam da Austrália para ver os Klaxons em Oeiras

Crystal Castle dão concerto de arromba

Por: Paula Oliveira  |  10- 7- 2009  4: 56

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Klaxons no Alive (foto: Manuel Lino)

Os Klaxons têm um som alto em palco. Em dia dedicado sobretudo ao metal, a rave do Optimus Alive!09 não se fez sem o quarteto britânico.

Foi grande a generosidade do grupo para com o público que assistiu à sua actuação. Jamie Reynolds partilhou o microfone com o teclista James Righton, oferecendo à audiência um set de temas do novo álbum, que está em preparação há alguns meses.

A banda fenómeno do indie rock britânico foi alternando as músicas novas com os vários hits que saíram do seu ainda único álbum editado, «Myths Of The Near Future».

«Atlantis to Interzone», «Magick» ou «Golden Skans» tiveram uma excelente resposta do público, apesar de terem surgido várias desistências quando se aproximou a hora dos Metallica entrarem no palco principal. Desde início o recinto nunca passou da meia tenda - poucos, mas muito fãs. Do outro lado estariam os cerca de 40 mil festivaleiros deste primeiro dia.

Quando a banda interpretou «It`s Not Over Yet», praticamente a encerrar a actuação, já tinha perdido um bom terço da audiência para o heavy metal dos vizinhos norte-americanos.

Os festivais servem mesmo para se circular entre concertos, por mais que custe virar costas à suada actuação do new rave do quarteto. Quem ficou não se desiludiu, até mesmo porque a fama do Alive já chegou ao outro lado do mundo.

Nerida Coe, Karen McCready e Katie Wright têm as três 25 anos e são australianas. Nerida vive em Londres, mas as amigas vieram de propósito do longínquo país para assistir ao concerto dos TV On The Radio e dos Klaxons.

«Adorámos! Foi a primeira vez que vim a um concerto dos Klaxons. Foi muito bom», disse Katie ao IOLMúsica, uma repetente no Alive.

O trio de amigas soube da existência do evento musical pela Internet e simplesmente apanhou o avião. Chegaram na manhã desta quinta-feira com o passe de três dias na mão. E também com muita vontade de dançar, tendo-o feito, aliás, durante toda a actuação dos Klaxons. Com o verdadeiro espírito dos festivais, terminado o concerto dos Klaxons, não perderam tempo e puseram-se a mexer a caminho do palco Optimus Discos, onde se impunha o som do DJ Nuno Lopes, o actor dos «Contemporâneos».

Crystal Castles não se partem

Ainda com os Metallica a entoarem os acordes de «Nothing Else Matters», tomava conta do recinto Super Bock um concerto em que a vocalista não conseguia ficar sempre em cima do palco. Frenética, Alice, a voz dos Crystal Castle, fez várias vezes crowd surf por cima do público de braços no ar.

O envolvimento, a (anti-)postura, o som potente fizeram com que a dupla canadiana tivesse, seguramente, uma das actuações mais marcantes deste primeiro dia do Optimus Alive!09.

A música dos canadianos Ethan e Alice mistura a batida da disco com sintetizadores em potência máxima, remisturando sobretudo temas de bandas como os próprio Klaxons ou Bloc Partie.

No palco escuro e com fumo, Alice apareceu inicialmente com uma espécie de lanterna intermitente voltada para o público e, desengoçada q.b., a entoar muitas vezes palavras imperceptíveis para a audiência, soando a «no`s e yeah» em abundância. Palavras mesmo para quê? Foram fantásticos porque a sonoridade é grande e a entrega é total.

Na audiência, a «loucura» foi sempre grande também, havendo desde o «rasta» a contorcer-se no chão em plena transe, aos festivaleiros ao lado deste em gigantescos saltos de euforia. Muitos aos saltos a dançar.




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