Robin Thicke foi eleito o «Sexista do Ano» pela End Violence Against Women Coalition, uma associação britânica que promove o fim da violência contra as mulheres.

Num comunicado divulgado no seu site oficial, a organização condena aquilo que acredita ser o teor «sexista» e apologista da «violação» nas letras e vídeo do single «Blurred Lines».

O tema gravado por Thicke com Pharrell Williams e T.I. tem sido criticado desde o seu lançamento, em março, e o videoclip em que os três músicos aparecem acompanhados de mulheres semi-despidas chegou mesmo a ser banido em várias universidades do Reino Unido por «objetificar as mulheres».



«Os nossos mais sinceros parabéns para o merecido vencedor, Robin Thicke, pelos seus esforços sexistas e pela plataforma que ele acabou por criar para podermos rejeitar o uso das mulheres como objetos para promover música pop medíocre», escreveu Sarah Green, da End Violence Against Women Coalition.

A associação não esqueceu a polémica entrevista de Robin Thicke à revista «GQ», na qual o cantor de 36 anos não se coibiu de fazer uma piada, afirmando: «É um prazer degradar as mulheres, nunca tive a oportunidade de o fazer antes».

Como prémio para o «Sexista do Ano», a End Violence Against Women Coalition pretende enviar a Robin Thicke um voucher para fazer o download de «Respect», de Aretha Franklin.