A 12.ª edição do festival Marés Vivas decorre entre 17 e 19 de julho em Gaia e promete ser um evento com um «dos melhores cartazes do ano em Portugal», tendo já 70% dos ingressos vendidos, anunciou a organização.

«É dos melhores cartazes do ano em Portugal», frisou Jorge Lopes, presidente da organização do festival que foi apresentado esta quinta-feira e do qual se pode esperar muita «tranquilidade, animação e convívio».

Depois de ver esgotados os ingressos para a edição de 2013, a organização garante que a venda de bilhetes está neste momento nos 70% e acredita que irá «chegar muito próximo, senão igualar» os resultados anteriores.

Este ano o recinto sofrerá «bastantes melhorias [na questão] da limpeza» e receberá «animações diferentes», muitas organizadas pelas marcas participantes, já que «um festival não é só música» mas também todo o ambiente criado para uma boa experiência, explicou.

Sobre o festival, o presidente da PEV Entertainment contou que o «as pessoas olham para o Marés Vivas independentemente do cartaz» que procura sempre «agradar a todos» os públicos, desde o Rock ao Indie, passando pelo eletrónico até ao Pop.

Já para o presidente da Câmara de Gaia, que acolhe o festival, «o Marés Vivas é talvez o mais importante evento com repercussão nacional e internacional que existe em Vila Nova de Gaia».

Eduardo Vítor Rodrigues assinalou que «apesar dos constrangimentos financeiros» a autarquia tem a «obrigação» de apoiar os que ajudam no processo de internacionalização do concelho e região, tendo este ano subsidiado o festival com 175 mil euros e apoio logístico.

«O festival sempre foi para mim indiscutível. Nunca esteve em causa», destacou o autarca para quem este «é o mais extraordinário momento na região em termos de festivais de verão», sendo impossível «objetivar» o retorno que o concelho consegue com o evento que já conta com 50% de espetadores de fora da Área Metropolitana do Porto.

O festival volta a decorrer na praia do Cabedelo, um recinto com capacidade para 25 mil espetadores, arrancando dia 17 de julho com os Xutos & Pontapés «que escolheram o Marés Vivas para ser o grande palco de comemoração do seu aniversário a Norte», seguindo-se os britânicos The Prodigy, que já atuaram em Gaia em 2008, explicou Jorge Lopes.

Sexta-feira 18 de julho é dia do DJ Skrillex - «um dos maiores DJ do mundo» que até vai montar «uma nave espacial no palco» ¿ e dos «muito acarinhados» James que também regressam a Gaia para apresentarem o seu novo álbum «La Petite Mort».

Para terminar, sobem a 19 ao palco os The Gift, Joss Stone e os britânicos Portishead: «uma banda que já perseguíamos há alguns anos, que sai um pouco do estilo convencional de um festival mas o Marés Vivas é mesmo isto».

Questionado sobre a hipótese de o Marés Vivas mudar de margem, e passar a realizar-se na cidade do Porto, respondeu: «não faz qualquer sentido».

«O festival nasceu aqui, é o festival de Vila Nova de Gaia», frisou.

O preço dos bilhetes para a edição de 2014 mantém-se, tal como em 2013, nos 30 euros para o ingresso diário e sobe para os 60 euros no passe geral dos três dias.