Jennifer Lopez está a ser fortemente criticada por várias organizações de defesa dos direitos humanos depois de ter cantado os parabéns ao presidente do Turquemenistão, Gurbanguli Berdimuhamedov, noticia a BBC News.

O líder da antiga república soviética é acusado de violação dos direitos humanos pela Human Rights Watch, entidade que classifica o regime do Turquemenistão como «um dos mais repressivos do mundo».

JLo atuou na festa de aniversário de Berdimuhamedov no passado sábado, mas a cantora já veio a público defender-se das críticas, alegando que desconhecia as violações dos direitos humanos cometidas Turquemenistão.

«Se tivéssemos conhecimento de qualquer problema com direitos humanos [no Turquemenistão], a Jennifer nunca teria atuado [no evento]», explicou a porta-voz da cantora.

O incidente acaba assim por manchar a imagem de Jennifer Lopez enquanto defensora dos direitos humanos. Em 2007, a artista foi distinguida pela Amnistia Internacional por produzir e protagonizar «Bordertown - Cidade Sob Ameaça», filme que abordava a história verídica de uma série de homicídios e violações de jovens mulheres da cidade mexicana de Juárez.

«A Jennifer Lopez tem todo o direito de ganhar dinheiro cantando para o ditador da sua preferência e para os seus capangas. Mas as suas ações destroem completamente a mensagem cultivada pelo seu envolvimento nas iniciativas da Amnistia Internacional para combater a violência contra as mulheres no México», afirmou, em comunicado, Thor Halvorssen, presidente da Human Rights Foundation.