Cláudia Ramos e Miguel Fernandes casaram a dez de junho, em Palmela, mas um mês depois, no recinto do NOS Alive, ainda fazem a festa.

Casaram sob o tema “festivais de verão” e, por isso mesmo, prolongaram os festejos até a 11ª edição do festival, que arrancou esta quinta-feira. 

Segundo Cláudia, a ideia era juntar os convidados mais festivaleiros que testemunharam a troca de alianças, no mês passado, e trazer até ao Passeio Marítimo de Algés a sessão fotográfica “trash the dress” (em português, destruir o vestido).

Vieram para ouvir The xx, Royal Blood e Phoenix e não estavam à espera de atrair tantos olhares.

Mas neste que é o festival português mais internacional de todos, um casal vestido de noivos não é o único a despertar atenções.

Há coordenados peculiares, que incluem barbas às cores, biquínis e fatos de bananas. A maior parte são estrangeiros que já se renderam a este festival à beira Tejo plantado, até porque das 55 mil pessoas que passaram, esta quinta-feira, o pórtico do Passeio Marítimo de Algés, 22 mil não eram portugueses.

Abel Tesfaye, “The Weeknd” para os amigos

Com lotação esgotada há vários meses, o primeiro dia teve como cabeças de cartaz The xx e o canadiano The Weeknd. Mas antes que estes concertos tivessem início, outras bandas passaram pelo palco principal.

Foi o caso dos portugueses You Can’t Win Charlie Brown, dos britânicos Alt-J e dos franceses Phoenix.

O trio britânico The xx, que esteve em Algés há sete anos, na 4ª edição do festival, trouxe ao Alive o álbum "I see you", lançado no início do ano, mas também conquistou a multidão com alguns temas dos dois álbuns anteriores.

Aos primeiros acordes de “On Hold”, o público não se fez de rogado e levantou-se para dançar. E assim que a vocalista dedicou a música “Angels”, aquela que viria a encerrar o concerto, à noiva, os festivaleiros juntaram-se para entoar a melodia.

Após quatro concertos, hora de pausa. Estava na hora de recuperar energias para ver subir a palco o “Starboy”. E foi bom, mas… soube a pouco.

O canadiano, que regressou a Portugal esta noite depois de um concerto, em 2012, no Primavera Sound, no Porto.

Se nessa altura o público não reagia ao seu registo R&B, hoje, a fechar os concertos no palco principal, o cenário foi bem diferente. Era, aliás, isso que fazia adivinhar o ambiente durante a tarde, em que muitos festivaleiros confessavam ter vindo sobretudo para ver o canadiano.

Foi o caso de Carlota, que só no dia anterior conseguiu bilhete em segunda mão, para se juntar às amigas, que vinham de propósito para ver o vencedor de dois Grammy.

À hora marcada (00:50), quando subiu a palco e entoou o tema que deu nome ao álbum editado no ano passado – “Starboy” – poucos foram agora os que não conheciam o single, que bateu o recorde do maior número de streams em um dia no Spotify. 

No palco secundário, as atuações começaram às 17:00, com os Ventiuno, seguindo-se o concerto dos Glass Animals.

Entretanto, atuaram Gelpi, Rhye, Blossoms, Ryan Adams, Royal Blood e Bonono.

No palco Clubbing, tiveram lugar as atuações de Rita & o Revólver, Wack, Niles Mavis, Karlon, António Bastos, Jessy Lanza, Batida e Carlos Cardoso.

No Coreto, que tem este ano curadoria da Arruada, hoje atuaram KKing Kong, Dotorado Pro, Izem, Rastronaut e Riot e no palco Fado Café o guitarrista Mário Pacheco, Miguel Araújo e o trio Blues ‘n’ Swing.

O festival continua esta sexta-feira com os Foo Fighters como cabeça de cartaz da noite.