“Incrível”. “Espetacular”. “Vibrações espetaculares”. A opinião pouco ou nada difere para quem esteve esta sexta-feira no Passeio Marítimo de Algés para o segundo dia de NOS Alive.

O dia começou cedo, com Kaleo a abrir o palco principal, e fechou já a madrugada ia adiantada. Foi dia de casa cheia com três “cabeças de cartaz”. Sim, três. Mas já lá vamos.

Ao segundo dia de festival, The National foram os primeiros grandes a subir ao palco grande. A banda de Matt Berninger já é bem conhecida do público português, mas nem por isso deixa de fazer a festa.

A cada novo álbum é certa a presença do grupo em Portugal e este ano não foi exceção, com a banda a regressar a Algés para apresentar “Sleep well beast”, de 2017, depois de em outubro terem estado estado em Lisboa para um concerto no Coliseu.

O concerto em modo concentrado para conseguir apresentar de tudo um pouco, cumpriu o esperado. Berninger e o seu copo (característica do vocalista) desceram ao fosso de frente de palco para um contacto mais próximo do público e que lhe foi valendo alguma histeria pelas primeiras filas. 

No repertório não faltaram “Don’t swallow the cap”, “Day I die”, “Fake empire” ou “Mr. November” e “Terrible Love", música que dispensa apresentações.

 

"Valeu muito a pena ver os The National. Vale sempre a pena. Tive muita pena de não os ver no Coliseu e portanto, só por essa razão, é que eu tinha que vir aqui", contou Márcia, uma das muitas fãs que se encontravam na frente de palco, à TVI24.

Ainda The National estava em palco e ali ao lado, no palco secundário, os Portugal The Man enchiam a tenda. Não havia espaço para mais ninguém debaixo do toldo, mas isso não fez diferença. Afinal, a banda soube prender quem ali estava até ao fim. E no momento em que “Feel it Still” soou foi ver as centenas de fãs a saltar e a pegar no telemóvel rapidamente para poder gravar aquela música.

O rock continua vivo

Voltemos ao palco principal, até porque era ali que iam atuar Queens of the Stone Age (QOTSA), os senhores da noite. Quatro anos depois do concerto no Parque da Bela Vista, Josh Homme e companhia voltaram para mostrar que o rock continua vivo, com um alinhamento que incluiu alguns dos maiores êxitos da banda.

Ao som de “Singing in the rain”, de Gene Kelly, a banda entrou em palco com alguns minutos de atraso que rapidamente foram perdoados pelo espetáculo "sempre a abrir". 

O alinhamento arrancou com “Feet don’t fail me” seguindo-se “The way you used to”, ambas de “Villains”, e houve quem quisesse que o mais recente álbum estivesse mais presente no concerto desta noite.

“Sou muito fã. O concerto foi espetacular. Eu já vi outros concertos deles e cada vez estão mais maduros. Gostei mesmo de todo o concerto. O setlist estava muito bem organizado. Apresentaram não muita coisa do álbum novo - gostava de ter ouvido mais, mas é difícil criticar”, conta Tomás que veio do Porto para ver a banda norte-americana.

No alinhamento não poderiam no entanto faltar outras músicas mais antigas como “No One Knows”, “Like a Millionaire” e “Go with the flow”, do aclamado “Song for the deaf”, de 2002, e “In the fade”. Foi, aliás, com “A song for the deaf” que Josh Homme brindou ao público português na despedida.

E se houve quem fizesse 300 quilómetros só para ver uma banda, muitos mais viajaram milhares para estar no festival, como foi o caso de Jasmine, que viajou da Irlanda do Norte para ver a banda de Josh Homme.

"Comprei os bilhetes em janeiro e vim principalmente para ver Nine Inch Nails (que atuaram ontem) e QOTSA. Valeu muito a pena. Ainda queria ver se conseguia bilhete para amanhã para ver Pearl Jam e acho que vou conseguir. Gosto tanto do festival - é um dos melhores da Europa, reúne tantas boas bandas de rock que eu quero mesmo ver que já disse aos meus amigos para juntarem dinheiro para em novembro comprarmos bilhetes para o próximo ano", contou a jovem à TVI24.

Dança e festa na alcatifa do Alive

Os dois primeiros cabeça de cartaz já lá iam e já passava da 01:00 quando subiram ao palco principal os Two Door Cinema Club. Enquanto a maioria das 55 mil pessoas que se tinham deslocado ao festival abandonava o recinto ou se deslocava para um dos outros seis palcos do NOS Alive, houve quem não arredasse pé para ver a banda atuar.

Com três discos de sucesso no curriculum a banda norte-irlandesa não deixou ninguém quieto, principalmente quando temas como "What you know", o single de estreia de Alex Trimble, Sam Halliday e Kevin Baird se ouviu por Algés.

O 12º Nos Alive termina este sábado com os Pearl Jam como cabeças-de-cartaz.