Os músicos Jorge Palma e Sérgio Godinho, com mais de quarenta anos de carreira, cada, juntam-se este ano para concertos inéditos, em que tocarão juntos pela primeira vez repertório de ambos.

Os dois músicos, que se cruzaram em palco e em disco ao longo das últimas décadas, farão um espetáculo concebido em conjunto, marcado para 29 de maio no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, e para a 17 de julho em Lisboa, no festival Super Bock Super Rock, noticia a Lusa.

Considerados dois nomes de referência, escritores de canções em português e com uma marca identitária no cancioneiro nacional, Jorge Palma e Sérgio Godinho contarão em palco com Pedro Vidal, Nuno Rafael, João Correia, Sérgio Nascimento, João Cardoso e Nuno Lucas, músicos que os acompanham há vários anos.

Sérgio Godinho e Jorge Palma têm cinco anos de diferença, mas um percurso com pontos em comum. Ambos se exilaram, por oposição ao regime ditatorial, antes do 25 de abril de 1974, editaram os primeiros álbuns nos anos 1970, são interventivos e vistos como artistas influentes de outras gerações de músicos.

A ambos, com maior ou menos intensidade ou permeabilidade nas canções, se atribui referências musicais da folk, do rock, da música tradicional portuguesa, do lado de Sérgio Godinho, ou da música clássica, por parte de Jorge Palma.

A par da amizade, de longas décadas, Jorge Palma e Sérgio Godinho cruzaram-se, por exemplo, no espetáculo «Os filhos de Rimbaud», nos anos 1990, e num dueto, «Mudemos de assunto», no álbum «Irmão do meio», editado em 2003 por Godinho.

Cada um já cumpriu quarenta anos de escrita de canções, sendo autores de temas como «Bairro do Amor», «Frágil», «Deixa-me rir», «Portugal, Portugal» - todas de Jorge Palma - «Maré Alta», «Lisboa que amanhece», «Com um brilhozinho nos olhos» e «O primeiro dia», de Sérgio Godinho.