O que começou como uma tentativa de aconselhar Miley Cyrus a explorar menos o imaginário sexual, terminou numa guerra aberta entre Sinéad O'Connor e a jovem cantora norte-americana através da Internet.

Miley não gostou da carta aberta que lhe foi endereçada pela cantautora irlandesa, aconselhando-a a não se deixar «prostituir» pela indústria musical. A resposta, pelo Twitter, surgiu em forma de insulto, com a publicação de uma imagem com mensagens de 2011, quando Sinéad O'Connor pediu ajudar aos fãs para encontrar ajuda psiquiátrica. Na legenda, Miley escreveu: «Antes da Amanda Bynes houve...», aludindo aos problemas de saúde mental da antiga estrela juvenil de TV.





Também em resposta a Sinéad O'Connor, Miley Cyrus partilhou ainda outra imagem, desta vez da cantora irlandesa a rasgar uma foto do Papa João Paulo II durante o programa «Saturday Night Live», em 1992.





Surpreendida e transtornada com os ataques, Sinéad voltou a endereçar uma nova carta aberta a Miley, através do seu site oficial. Já em tom muito menos simpático do que na primeira carta, a irlandesa adjetivou a atitude trocista de «estúpida» e ameaçou a norte-americana com um processo judicial caso não retire os tweets que considera ofensivos e que não refletem a sua atual condição psicológica.

«Estou estupefacta com o facto de uma mulher de 20 anos a viver no século XXI comportar-se de forma tão perigosa e irresponsável ao ponto de não só passar a mensagem a jovens mulheres de que é correto comportarem-se como prostitutas, mas também que quem sofre ou sofreu de problemas mentais deve ser troçado e ter as suas opiniões invalidadas», escreveu Sinéad.

«Apaga os tweets imediatamente ou vais receber notícias dos meus advogados.»

Miley mostrou-se pouco impressionada com a resposta e voltou à carga com ironia, dizendo estar demasiado ocupada para ter tempo para escrever «cartas abertas». Resultado? Sinéad O'Connor escreveu-lhe uma terceira carta e ainda outra para Amanda Bynes, lamentando que a atriz tenha sido envolvida injustamente nesta discussão.