A cantora mais famosa da pop, Madonna, publicou uma foto de si mesma nua com uma faixa preta a «tapar» os seios, em protesto contra as regras de censura do Instagram. Madonna é a mais recente celebridade a criticar abertamente a política de partilhas da rede social que tem sido alvo de vários protestos. 

A imagem que critica a «hipocrisia» dos meios de comunicação social tem a legenda: «Porque é ok mostrar o rabo, mas os seios não? Afogada na hipocrisia dos media sociais» e as hashtags #artforfreedom e #unapologeticb**ch.
 


#freethenipple, a campanha que luta contra a censura do Instagram, é já defendida por várias celebridades, como por exemplo Scout Willis que em forma de protesto contra a proibição de fotos de nudez nas redes sociais, resolveu andar seminua pelas ruas de Nova York e publicar fotos no Twitter, alertando para a proibição no Instagram.   
 
Na legenda pode ler-se: «Legal em Nova York, mas não no Instagram».

Também a artista Rupi Kaur entrou no debate internacional sobre o que deve ou não ser permitido nas redes sociais, ao publicar fotos de uma mulher totalmente vestida com duas manchas de sangue visíveis (uma na roupa e outra nos lençóis). Por «violar os padrões da comunidade» a fotografia que mostra a menstruação de uma mulher foi removida duas vezes. A imagem acabou por se tornar  viral e a censura da rede social acabou mesmo por potenciar o debate e sobre o conteúdo que deve ou não ser censurado. 
 
 

thank you @instagram for providing me with the exact response my work was created to critique. you deleted a photo of a woman who is fully covered and menstruating stating that it goes against community guidelines when your guidelines outline that it is nothing but acceptable. the girl is fully clothed. the photo is mine. it is not attacking a certain group. nor is it spam. and because it does not break those guidelines i will repost it again. i will not apologize for not feeding the ego and pride of misogynist society that will have my body in an underwear but not be okay with a small leak. when your pages are filled with countless photos/accounts where women (so many who are underage) are objectified. pornified. and treated less than human. thank you. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀ ⠀ this image is a part of my photoseries project for my visual rhetoric course. you can view the full series at rupikaur.com the photos were shot by myself and @prabhkaur1 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀ i bleed each month to help make humankind a possibility. my womb is home to the divine. a source of life for our species. whether i choose to create or not. but very few times it is seen that way. in older civilizations this blood was considered holy. in some it still is. but a majority of people. societies. and communities shun this natural process. some are more comfortable with the pornification of women. the sexualization of women. the violence and degradation of women than this. they cannot be bothered to express their disgust about all that. but will be angered and bothered by this. we menstruate and they see it as dirty. attention seeking. sick. a burden. as if this process is less natural than breathing. as if it is not a bridge between this universe and the last. as if this process is not love. labour. life. selfless and strikingly beautiful.

Uma foto publicada por Rupi Kaur (@rupikaur_) a



No post da imagem, a artista justifica a publicação alegando que não quebra as regras da rede social, ao contrário de muitas outras imagens que mostram jovens em roupa interior, muitas menores de idade, em imagens em que as mulheres são tratadas como objectos. 

Em comunicado, o Instagram apenas reforçou que as «contas encontradas a partilhar nudez ou conteúdo adulto serão desativadas ou os utilizadores poderão ver o acesso à sua conta interrompido».