Rodrigo Leão no Museu do Oriente «Os Pássaros de Pangim» (vídeo)

Rodrigo Leão apresentou o primeiro de vários concertos no Museu do Oriente

Por: Redacção/ Sara Ribeiro (texto) Paulo Sampaio (vídeo) | 2010-03-14 03:22

No auditório do Museu do Oriente fez-se uma viagem de apelo explícito aos sentidos. Rodrigo Leão comandou uma jornada, a convite do espaço, que convidou à entrega não só pela música mas também pela imagem.

Em palco, a banda Cinema Ensemble e o artista apresentaram-se à frente de uma tela que visava ser o suporte visual das canções.

Um casamento que resultou bem pois as imagens visionadas apelaram às características mais evidentes nas letras. «Mar Me Quer» iniciou o alinhamento com outra paisagens que não Portugal, fruto das viagens do ex- Sétima Legião. Afinal o seu último álbum «A Mãe», que estava a ser apresentado naquele espaço, foi igualmente influenciado pelas mesmas.

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O público reuniu-se assim para uma noite que esteve sob o mote «Os Pássaros de Pangim», uma curta passagem instrumental em palco, que conta com o som dos animais gravado em Goa. O tema surgiu depois de uma extensa parte instrumental e marcou a abertura do palco para a presença de Ana Vieira.

A vocalista embalou todos com a sua voz ao elevar na sala temas como «Vida Tão Estranha», «Canciones Negras» ou «La Fête». Mesmo quando disse ser desconcentrada pelo resto da banda em brincadeira, a cantora levou avante a sua função num vestido vermelho que só ajudava no movimento da imagem que o público tinha do palco.

A jornada foi feita desse modo. Pelo meio não só existiram passeios a outros locais, como o reforço dessa mesma multiplicidade de origens. O que deixou ainda espaço para o humor, evidenciado nas imagens de animais a dançar em «Comédia de Deus» ou na ligação entre carros antigos e os desígnios musicais de «A História do Carro».

Relações evidentes como essa foram também avistadas em «Rua da Atalaia» e «Ilha dos Açores» coordenadas com imagens dos respectivos locais. De notar que o músico mantém na sua posse um bar, conhecido pelo nome «Frágil» na exacta rua situada no Bairro Alto em Lisboa.

O artista dá, desse modo, um parecer muito pessoal no seu desempenho. O que em palco se torna muito notório ao aplaudir os colegas que como Celina Pereira, mostram-se também muito cúmplices entre si. Viviena Tupikova, dona do violino, obteve a dedicação do tema «Comédia de Deus».

No final, o encore demorou três canções tendo sido a última Pasión, na voz de Celina Piedade.






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