“Boa noite Lisboa”. Bruce Springsteen foi o último da noite a pisar o Palco Mundo do Rock in Rio, mas com apenas três palavras – em português – conquistou as 67 mil pessoas que se deslocaram ao parque da Bela Vista e que o acompanharam por mais de duas horas e meia de concerto. 

E no meio dos milhares de fãs, Adele. A artista britânica, que atua no fim de semana em Portugal, deslocou-se à Cidade do Rock para assistir ao concerto de “Boss”.

Tal como há quatro anos, Bruce Springsteen e a sua E Street Band deram uma verdadeira lição de como atuar perante uma extensa plateia. Aos 66 anos, o artista mostrou que energia não lhe falta e cantou, dançou, saltou e desceu várias vezes ao fosso no meio da plateia para subir às grades e cantar com os fãs. 

Os milhares de fãs que se deslocaram ao festival não saíram desiludidos. Ao fim de duas horas de concerto soaram os primeiros acordes de “Born in the USA” e, a partir desse momento, o ritmo não baixou mais. A música foi cantada a uma só voz, tal como “Born to Run” e “Glory Days” antes de partirem para uma dança enérgica com “Twist & Shout”.

A faltar ficou apenas a icónica “Waitin’ On a Sunny Day”. De resto, Bruce Springsteen “cantou todas”, como garantiram Nadine e Maggie à TVI24 após o concerto. 

Foi espetacular. Superou as expectativas. Cantou todas, só faltou a “Waitin’ On a Sunny Day”. Vamos prestar contas”.

“Sem vocês não havia razão de ser de estarmos aqui”

Antes do “Boss”, o primeiro dia do Rock in Rio Lisboa voltou a celebrar os clássicos de Xutos & Pontapés. “Contentores”, “Não Sou o Único”, passando por “Homem do Leme”, o segundo concerto do dia fechou com chave de ouro ao som de “Minha Casinha”. 

E desengane-se quem pensa que o concerto foi menos intenso por os Xutos já serem da casa. Ao longo de mais de uma hora, os fãs revisitaram as músicas, chegando mesmo a emocionar o guitarrista Zé Pedro.

Queria agradecer-vos muito, muito, do fundo do coração. Sem vocês não havia razão de ser de estarmos aqui”.

No primeiro dia de Rock in Rio, atuaram ainda os Stereophonics para um público morno e que reagiu pouco às provocações da banda. Apenas em “Maybe Tomorrow”, Kelly Jones – que até fez uma homenagem a Bruce Springsteen com “Indian Summer” - conseguiu meter o público a cantar em uníssono. 

Mais sorte tiveram os protagonistas de Rock in Rio – Musical, responsáveis pela abertura do festival. A plateia ainda era reduzida, mas respondeu bem ao pedido de cantoria feito em palco. Durante 50 minutos de espetáculo, o público acompanhou os artistas que recordaram os 30 anos de Rock in Rio numa animada viagem pelo tempo.

Em conversa com a TVI24, Hugo Bonemer, Analu Pimenta, Lyv Ziese e Isaac Alfaiate – o único português do elenco – deixaram o apelo a que os festivaleiros não saltassem a estreia do musical no Palco Mundo.

Não façam isso [não assistir ao musical]. Vocês vão perder uma viagem por todos os Rock in Rio que vocês não puderam ir”, afirmou Analu Pimenta.

Para Hugo Bonemer, que dá vida ao apaixonado Alef, o musical permite “relembrar músicas que se amam”, enquanto para Lyv Ziese garante que “a trilha sonora é o que mais chama” as pessoas a assistir ao espetáculo.

 

Já Isaac Alfaiate, que dá vida a Miguel, contou ao TVI24 que é “espetacular” fazer parte desta equipa, a quem ajudou a aprender as músicas portuguesas e pediu ao público que chegasse "um bocadinho mais cedo" para que pudessem assistir.

Aproveitem bem o vosso bilhete, venham até cá. Nós vamos estar a abrir o Palco Mundo todos os dias às 19:00 e eu garanto que não se vão arrepender".

 

O Rock in Rio continua esta sexta-feira com os concertos de Mika, Fergie e Queen + Adam Lambert. Acompanhe a cobertura do Rock in Rio Lisboa, AO MINUTO, no site da TVI24