O fundador do festival Rock in Rio, que decorre até domingo, em Lisboa, revelou esta sexta-feira que sonha levar a «cidade do rock» à Ásia e ao Médio Oriente, depois de, em 2015, chegar aos Estados Unidos da América (EUA).

«Sempre sonhei que este projeto chegasse ao mercado norte-americano. Sonhamos levá-lo também a Ásia e ao Médio Oriente», afirmou Roberto Medina, na passagem simbólica da chave da «cidade do rock» a Las Vegas, que acolhe o festival em maio do próximo ano.

Roberto Medina garante que a sua equipa irá «surpreender a América» com um «projeto cheio de novidades», adiantando que, em junho, «já começam as promoções para Las Vegas», com partidas do Brasil e de Portugal.

Em 1994, aconteceu a primeira edição do Rock in Rio, no Rio de Janeiro, Brasil. Há dez anos, o festival realizou-se pela primeira vez em Portugal, mais especificamente no Parque da Bela Vista, em Lisboa, o local que, até domingo, acolhe a sexta edição da iniciativa.

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que entregou a chave da «cidade do rock» aos representantes norte-americanos, garantiu que o Rock in Rio «tem ajudado Lisboa a crescer, a internacionalizar-se e a tornar-se mais cosmopolita».

António Costa assegurou que o «retorno para a cidade é muito grande, direto e indireto», no entanto não adiantou valores.

Roberto Medina também não adiantou valores em relação ao retorno que o festival trouxe a Lisboa, mas deu como exemplo o Rio de Janeiro, onde o retorno, garante, é de «460 a 500 milhões de dólares por edição, mais do que o Campeonato do Mundo de Futebol, que deve dar um retorno de 400 milhões».

Em relação a números, e porque o festival também tem um pendor social, Roberto Medina garante que, em 30 anos, «já foram investidos mais de 23 milhões de dólares em projetos sociais».