A vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, acredita que a qualidade do último dia do festival não vai ser afetada pelo cancelamento do concerto da artista norte-americana Ariana Grande, e que a sua substituta, Ivete Sangalo, - que assim vai atuar pela segunda vez nesta edição – vai assegurar um ótimo espetáculo.

Roberta Medina lamenta que Ariana Grande não possa estar presente esta noite, por motivos de doença, e apenas deseja que a artista recupere de forma a poder remarcar o seu concerto em Portugal o mais rapidamente possível.

Vai ser mais um dia de cidade do rock feliz. Obviamente com uma grande frustração tanto da nossa parte, como da parte da artista, como do público. É uma infelicidade ela ter ficado doente, mas a nossa obrigação é manter um dia em grande. Estamos empenhados em fazer um dia muito feliz com grandes concertos, não só no palco mundo, mas na Cidade do Rock como um todo, e esperamos que a Ariana Grande consiga voltar a Portugal o mais brevemente possível para poder compensar essa frustração que ficou no coração dos fãs.”

Ivete Sangalo e os D.A.M.A., que também atuaram ontem, foram os primeiros a ser convidados a substituir a norte-americana. Roberta Medina explicou, à TVI24, que apenas a artista brasileira pode estar presente, já que os segundos já tinham outro espetáculo agendado.

Falámos com a Ivete Sangalo e com os D.A.M.A. para que pudessem também tocar hoje. Não há artistas que possam, de um dia para o outro,  estar prontos  para subir a um palco destes. Com a Ivete foi muito rápido, aceitou rapidamente o nosso desafio. Ela dá um concerto brutal, não tenho dúvidas que o público vai adorar. Os D.A.M.A. tentámos sempre, até muito tarde, mas como eles têm um concerto hoje foi impossível organizar os horários para eles estarem aqui. É uma pena, seria ainda melhor se também pudesses estar em palco.”

No entanto, Medina desdramatiza a substituição de artistas, acrescentando que o público não vem ao Rock in Rio apenas para ver uma banda ou cantor, especificamente, e dá o exemplo do que aconteceu após o espetáculo dos Korn – que terminou abruptamente devido a problemas técnicos.

Sabemos que as pessoas vêm aqui não só por causa de um artista. Vêm para aproveitar os vários palcos. Tem sido assim todos os dias, mesmo com o incidente dos Korn, vemos que o número de reclamações foi bastante pequeno, menos de 200 – às quais vamos responder nos próximos dias”.

A vice-presidente já tem na mente as próximas edições, no Rio de Janeiro, Lisboa e Buenos Aires – esta última perto de estar confirmada – que já começaram a ser preparadas há duas semanas. No caso específico de Lisboa, Roberta Medina conta que vai ser proposta uma alteração de calendários e horários do festival, nomeadamente, para que comece em junho e não se estenda até um horário tão tardio.

[Para 2018] estamos a avaliar a a possibilidade de mudar o evento para a segunda quinzena de junho, porque a cidade de Lisboa tem estado muito cheia já em maio. Por exemplo, para o grupo do ‘Rock in Rio - o musical’ foi um desafio ter hotéis para acomodar toda a gente. E achamos que pode fazer sentido começar mais cedo e acabar tudo mais cedo. Acho que é mais saudável, e as pessoas aproveitam mais o evento se nao for até tão tarde.