O músico Rui Veloso afirmou hoje que Eusébio foi o seu «primeiro ídolo» e que o «pantera negra» tem de ir para o Panteão, opinião partilhada pelos também artistas João Gil e Luís Represas.

«Foi o meu primeiro ídolo, quando eu era miúdo. Que eu me lembro, só tive mais dois, o Ayrton Senna e o Tom Jobim. O Eusébio foi o primeiro. Aos sete, oito, nove, 10 anos, era do Benfica, não sabia bem porquê, mas era pelo Eusébio, que foi sempre uma figura inigualável», disse à Benfica TV Rui Veloso.

De acordo com o autor de «chico fininho», Eusébio «era um português que deu a conhecer Portugal a todo o Mundo. Era um português de África, o que é muito importante, este nosso lado multicultural».

«Era um homem bom, muito humilde, um símbolo. Depois, era um amigo, tive o prazer de conhecer melhor. Era um homem muito conhecido, muito estimado», disse, acrescentando: «Era um símbolo, tem de ir para o Panteão».

Por seu lado João Gil lembrou o Mundial de 1966: «Tinha para ai 11 anos, quando aconteceu a reviravolta, no Portugal-Coreia. Chorei muito, muito, muito, de alegria. Acho que nos conquistou a todos», disse.

«Foi um enorme símbolo do desporto, do fair-play, de ganhar pelo seu próprio mérito. Um atleta de sempre, imortal. Deve ir para o Panetão. Vai ficar muito bem ao lado da Amália. O Eusébio conseguiu ultrapassar fronteiras, numa altura em que Portugal estava fechado ao Mundo», frisou.

Luís Represas reconheceu, por seu lado, que teve «a sorte de ainda ver Eusébio em grande, na sua melhor forma».

«Também tive a sorte de ser amigo pessoal dele. Temos a noção que era um homem superior. A sua humildade e forma de estar, fosse com quem fosse. Era um grande português, um grande homem, um grande exemplo para todos os desportistas, que se recordem sempre de como ele era», disse.

Como Rui Veloso e João Gil, rematou: «Acho que o lugar de Eusébio será, com certeza, no Panteão».

Eusébio da Silva Ferreira morreu hoje às 04:30 vítima de paragem cardiorrespiratória.