Os norte-americanos The National foram a maior atração da última noite do festival Primavera Sound, no Porto, mas, uns metros ao lado, o sexagenário Charles Bradley dava a conhecer o seu "soul" clássico que entusiasmou o público.

Alvo de um documentário lançado em 2012, com o título «Charles Bradley: Soul of America», o filme tinha como sinopse a história de como o artista que, «apesar de abandonado enquanto criança, de um período desalojado, da perda devastadora do irmão e de pobreza constante, nunca desistiu do seu sonho de sempre de ser um cantor profissional».

Em palco, Bradley, artista da editora Daptone, vestiu vermelho que depois mudou para cores mais claras, agradeceu ao público e disse esperar voltar a encontrar os que ali marcavam presença.

Ao lado, no palco principal, a banda de Ohio apresentou um alinhamento muito ao gosto de uma enorme plateia que os esperava, intercalando temas do seu último álbum, «Trouble Will Find Me», de 2013, com muitas das canções mais populares de trabalhos anteriores.

Entre outros temas que ajudaram ao sucesso de The National à escala global, Matt Berninger deu voz a «Mr. November», «Ada», «England», «Bloodbuzz Ohio», «Fake Empire», «Afraid of Everyone» e «Terrible Love», tendo até chamado ao palco Annie Clark (St. Vincent) para um dueto com «Sorrow».

De resto, e um pouco à imagem de outros concertos do grupo, o vocalista cumpriu a tradição de se embrenhar entre os espetadores de forma mais ou menos caótica e toda a gente entoou os versos de «Vanderlyle Crybaby Geeks», que encerrou o concerto.

Notas da última noite ainda para a muito esperada atuação de St. Vicent, integrada na digressão que promove o seu mais recente disco, homónimo e lançado em feveiro, e dos muito dançáveis norte-americanos !!! (Chk Chk Chk), num espetáculo com base no mais recente "Trr!!!er", mas sem esquecer «batidas» de álbuns anteriores.