Banda de Jacinto Lucas Pires acha que «Pop é o contrário de pop»
Os Quais lançam um disco transatlântico feito por um escritor e um pintor
Por: Redacção/ PO | 2012-05-25 10:39O escritor Jacinto Lucas Pires e o pintor Tomás Cunha Ferreira, que formam a banda Os Quais, editam na próxima semana o
álbum de estreia, «Pop é o contrário de pop», carta de amor transatlântica à música portuguesa e brasileira.
A dupla
disponibiliza o tema «Igual» para audição gratuita no seu
site, onde também é possível a aquisição da música.
De acordo com a agência Lusa, o disco da editora independente
Mbari, sai a 1 de junho e foi feito em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro, Nantes e Zurique com a participação de quase uma
vintena de conhecidos músicos brasileiros, da mesma geração de Os Quais.
Entre os convidados contam-se, por exemplo,
o baterista, cantor e compositor Domenico Lancellotti, Alberto Continentino - ambos trabalham com Adriana Calcanhotto - e
Bruno Medina, dos Los Hermanos.
Pelas canções de Jacinto Lucas Pires e Tomás Cunha Ferreira passaram ainda Ricardo
Dias Gomes e Pedro Sá, que tocam com Caetano Veloso, e os portugueses Hernâni Faustino e Gabriel Ferrandini, entre muitos
convidados.
É um elenco intercontinental, que atravessa a atual música pop brasileira, alimentada pela bossa nova,
samba e jazz, herdeira do património de Caetano Veloso, João Gilberto ou Chico Buarque, só para citar os mais conhecidos.
Destaque
ainda para a participação do compositor Péricles Cavalcantti, 64 anos, que faz um dueto com Jacinto Lucas Pires em «Bunganvília»,
e assina o texto de apresentação do álbum.
«Quando ouço a música de Os Quais, inevitavelmente penso nas relações
culturais lusobrasileiras», escreveu Péricles Cavalcantti no texto de apresentação.
«É como se Tomás e Jacinto, incorporando
elementos de nossa canção moderna (pós-bossanova) que tanto lhes interessam, nos devolvessem, nas deles, de uma forma original,
a possibilidade de compreendermos um pouco de nossa própria identidade poéticomusical», referiu.
Os Quais editaram
em 2009 o EP «Meio Disco», que os apresentava como um grupo da «novíssima música portuguesa que vem do meio do Atlântico»,
como disse Jacinto Lucas Pires à Lusa.
O escritor, mas também encenador, toca, canta e compõe à guitarra, ao lado
do artista plástico Tomás Cunha Ferreira.
«É uma coisa que me diverte, que me interessa, que faço despretensiosamente,
com todos os falhanços dos autodidactas, mas também com o prazer do amador. Gosto dessa palavra 'amador', aquele que ama e
aquele que não faz disso profissão», disse Jacinto Lucas Pires.

