A sala de espectáculos Carnegie Hall, em Nova Iorque, horas antes de se saber da morte de David Bowie, tinha anunciado a realização, em março, de um concerto de tributo ao músico, que ganha agora contornos de homenagem póstuma.

De acordo com o jornal New York Times, todos os anos o Carnegie Hall presta tributo a uma personalidade, tendo anunciado, no domingo, que seria David Bowie o homenageado de 2016 - pelos 69 anos celebrados na sexta-feira -, com um espectáculo marcado para 31 de março, com a participação de vários artistas.

Com o anúncio, esta manhã, da morte do artista britânico, a organização diz que mantém o espectáculo, que passa a ser uma homenagem póstuma.

O espectáculo contará com as atuações de artistas como The Roots, Cindy Lauper, Bettye Lavette, Perry Farrell e Tony Visconti, o músico produtor que trabalhou com David Bowie ao longo de várias décadas e que produziu "Blackstar", o novo álbum, editado na sexta-feira.

A família de David Bowie revelou hoje que o músico morreu no domingo, ao fim de uma batalha de 18 meses contra um cancro.

Ao longo do dia, nos media e nas redes sociais, sucederam-se as mensagens de lamento por parte de admiradores, anónimos, artistas e políticos.

Em Nova Iorque (onde vivia), em Brixton (onde nasceu) e em Berlim (onde passou uma temporada na década de 1970), alguns admiradores depositaram flores e velas em homenagem ao músico.

Os Rolling Stones lamentaram o desaparecimento de "um artistas extraordinário" e Iggy Pop recordou a amizade com Bowie como "a luz" da vida dele. Madonna disse ter ficado "devastada", enquanto Kanye West e os Pixies admitiram a reverência ao músico.

Para o produtor Tony Visconti, a vida e a morte de David Bowie foram "uma obra de arte" e o álbum "Blackstar" o presente que o músico quis deixar aos fãs. "Por agora, é aceitável que se chore", escreveu no Facebook.

O músico Paul McCartney afirmou que a música de David Bowie tem um lugar importante na história do Reino Unido. "A estrela dele vai brilhar no céu para sempre."

Da Alemanha chegou um agradecimento por David Bowie ter ajudado a derrubar o muro de Berlim, como escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros, no Twitter, apelidando-o de "herói".

A morte do criador de "Space Odity" e "Life on Mars" também foi lamentada no espaço, com uma mensagem enviada pelo astronauta Tim Peake, a partir da Estação Espacial Internacional.