Eles são uma das jovens bandas de rock de maior sucesso actualmente. Quase um ano após a tumultuosa saída dos irmãos Josh e Zac Farro, os Paramore dizem estar a viver um dos melhores períodos da sua carreira.

«Estamos mais felizes do que nunca e sentimo-nos mesmo unidos novamente. Sentimos que nada nos pode parar», contou o baixista Jeremy Davis em entrevista ao IOL Música.

O músico de 26 anos falou das «vibrações positivas» que rodeiam os Paramore e das vantagens da nova dinâmica de uma banda que agora é um trio (Hayley Williams, Taylor York e Jeremy Davis).

«É muito fixe fazer muitas das coisas que andávamos a querer fazer e que antes não podíamos. E estamos prontos para fazer tudo isso de forma apaixonada», afirmou.

O último álbum, «Brand New Eyes», foi lançado em 2009 e os Paramore já começaram a trabalhar no quarto disco de estúdio. Desta vez, a banda norte-americana quer fazer as coisas de maneira diferente.

«Queremos entrar no estúdio preparados e ter um monte de canções extra para podermos levar algum tempo a escolher os temas que queremos. E para além disso queremos mesmo apagar da nossa cabeça todas as ideias que já tivemos para canções, para podermos começar do zero. Para que possamos criar algo que tem o nosso som, mas que é novo e entusiasmante», explicou Jeremy.

Criados em 2004, os Paramore têm já uma considerável legião de seguidores em todo o mundo. Mas não foi assim há tanto tempo que a banda dava os seus primeiros passos influenciada pela música de artistas como os Jimmy Eat World.

«Todos adoramos essa banda e queríamos estar numa banda por causa deles. Tivemos a oportunidade de partilhar uma digressão com os Jimmy Eat World e eles sabiam que adorávamos a banda e deram-nos bastantes dicas e conselhos quando estávamos juntos. Aprendemos mesmo muito com eles», revelou.

A estreia ao vivo em Portugal aconteceu em Julho, durante o festival Optimus Alive, e foi sem surpresa que os Paramore foram recebidos em histeria pelos jovens fãs portugueses.

«Quando chegámos ao aeroporto na noite passada às cinco da manhã estavam lá três raparigas à nossa espera com presentes para nós. E elas tinham estado à nossa espera durante 12 horas...»