Festival Marés Vivas recebeu 95 mil pessoas
Evento regressa ao Cabedelo, em Gaia, nos dias 18, 19 e 20 de julho de 2013
Por: Redacção/ | 2012-07-23 12:33A 10ª edição do festival Marés Vivas, que decorreu de quarta-feira a sábado na praia do Cabedelo, em Gaia, foi «um sucesso»
e registou a adesão recorde de 95 mil pessoas, mais de sete mil das quais espanhóis, escreve a agência Lusa.
«Atingimos
as 95 mil pessoas ao longo dos quatro dias e ficámos muito próximos do nosso objetivo, que era as cem mil. Foi um recorde,
embora este tenha sido o único ano em que tivemos quatro e não três dias de festival. No ano passado chegámos às 71 mil pessoas»,
afirmou à agência Lusa Jorge Lopes, da PEV Entertainment, que promove o evento em parceria com a Câmara Municipal de Gaia.
Segundo
adiantou, para o ano está já assegurada a 11ª edição do festival de música, a decorrer dias 18, 19 e 20 de julho, no mesmo
local.
«O cartaz ainda está por definir, mas vamos começar a partir de amanhã (segunda-feira) a trabalhar em 2013»,
garantiu Jorge Lopes.
De acordo com o promotor, a noite de sexta-feira foi «o ponto alto» do Marés Vivas, com a atuação
de Billy Idol a esgotar a lotação de 25 mil pessoas do festival.
«Mas na quinta-feira [em que atuaram os Gun, The
Cult, Garbage e Kaiser Chiefs] ficámos a 300, 400 bilhetes de esgotar e no sábado [com as atuações de Mónica Ferraz, The Hives,
Anastácia e Pedro Abrunhosa] tivemos 22, 23 mil pessoas. Só na quarta-feira [dia de The Sounds, Wolfmother e Franz Ferdinand]
é que foi um bocadinho mais abaixo, com 21 mil pessoas», disse.
Considerando que os vários artistas presentes não
desiludiram e protagonizaram «grandes concertos», Jorge Lopes destacou a presença de «cada vez mais espanhóis» em cada edição
do Marés Vivas.
«No início desta edição do festival tínhamos cerca de sete mil bilhetes vendidos em Espanha, mas
acho que esse número foi largamente superado. Notámos que havia muita gente a falar espanhol, mas as outras vendas foram feitas
no local e essas não são contabilizadas por nacionalidade», explicou.
Para a organização, «este tornou-se, efetivamente,
um festival prioritário para o norte de Portugal e para a Galiza»: «É um festival preferencial para os galegos, que não têm
lá nada com relevo, e notamos que, ano após ano, já temos alguma fidelidade desse público», sustentou.
Para Jorge
Lopes, não foi a crise que impediu a concretização da meta dos cem mil festivaleiros, até porque o bilhete diário de 30 euros
é apontado pela organização como o «mais barato» no circuito dos festivais europeus: «Não acho que tenha sido a crise que
nos tenha impedido de atingir esse objetivo. A fasquia que colocámos é que era exageradamente alta, porque estávamos a falar
em esgotar as quatro noites do festival, o que não é uma coisa fácil de se conseguir, muito menos no norte».
Ainda
assim, os promotores admitem que «o tempo ajudou muito»: «Este ano fomos, finalmente, brindados com a ajuda do S. Pedro e
tivemos todas as noites muito boas e uns dias fantásticos. E já merecíamos, porque os outros festivais têm tido anos com belíssimas
temperaturas e nós temos sido fustigados com algum frio e alguma chuva», afirmou Jorge Lopes.

