Madonna apela à libertação das Pussy Riot
Cantora voltou a ser criticada na Rússia por defender as três mulheres que estão a ser julgadas em Moscovo
Por: Redacção/ JCS | 2012-08-07 17:27A passagem de Madonna pela Rússia está a ser tudo menos pacífica. Depois do apelo ao boicote do concerto marcado para esta
quinta-feira em São Petersburgo, por parte de dois grupos de cidadãos preocupados com a «promoção da homossexualidade e da
perversão», a cantora foi agora criticada por defender a libertação das Pussy Riot.
Em Moscovo, cidade onde três
das mulheres que integram a banda punk estão a ser julgadas por desordem pública e incitamento ao ódio religioso, Madonna
disse aos jornalistas que espera que o tribunal não decida pela pena de prisão, que poderá ir até aos sete anos.
As
três Pussy Riot foram detidas pela polícia depois de, em fevereiro, terem realizado um protesto sob a forma de concerto dentro
de uma igreja cristã ortodoxa, apelando à saída do presidente Vladimir Putin do poder.
«Sou contra a censura e durante
toda a minha carreira promovi sempre a liberdade de expressão. Obviamente que acho que o que está a acontecer é injusto e
espero que elas não tenham de servir sete anos de prisão. Isso seria uma tragédia», afirmou Madonna, citada pela agência AFP.
Uma
organização ligada à igreja ortodoxa já veio pedir às autoridades para que cancelem os dois concertos da cantora na Rússia,
acusando Madonna de interferir com os assuntos internos do país e de tentar influenciar os tribunais.
Madonna atua
esta noite em Moscovo, seguindo depois para São Petersburgo, onde atuará na quinta-feira. Os espetáculos fazem parte da nova
digressão de promoção ao álbum «MDNA».
Esta terça-feira, o procurador do ministério público russo pediu três anos
de prisão para as Pussy Riot, enquanto que as três mulheres, com idades compreendidas entre os 22 e os 29 anos, continuam
a declarar inocência face às acusações, explicando que nunca quiseram fazer um protesto religioso, mas sim político.

